Fundo Greenfield aposta na produção de mel no Moxico para dinamizar economia local

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O Greenfield Fundo de Capital de Risco, gerido pela Deltagest Capital SGOIC, assinou um Memorando de Entendimento com a Kapata, Lda., abrindo caminho para a expansão da produção de mel na província do Moxico. O acordo, firmado em Luanda no dia 22 de Agosto, marca um novo capítulo na tentativa de revitalizar uma actividade que já conferiu a Angola estatuto de grande produtor regional na década de 1950.

O investimento surge no quadro do Programa Emergentes, promovido pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC), com o propósito de aproximar empreendedores a mecanismos financeiros inovadores. A cerimónia contou com a presença de Vasco Januário, administrador executivo da CMC, que sublinhou que o projecto “vai levar esperança às famílias da província do Moxico”, destacando o papel dos fundos de risco como alternativa ao financiamento bancário tradicional.

A Kapata, Lda., liderada por Kenneth Nzimbo Kapata, agrega actualmente cerca de 200 apicultores e opera 10 mil colmeias. Após anos de tentativas falhadas de acesso a crédito bancário, a parceria com o Greenfield surge como resposta concreta para industrializar a produção. “Sempre sonhei com a produção industrial de mel. Este acordo representa um choque positivo e uma viragem histórica para o sector no Moxico”, afirmou o empresário.

Do lado do investidor, João Saraiva dos Santos, PCA da Deltagest Capital, destacou a confiança no projecto e na experiência do promotor: “O Dr. Kenneth Kapata vive exclusivamente da apicultura e demonstrou um profundo conhecimento do sector. Isso foi determinante para o interesse do Fundo”.

A província do Moxico, com vastos recursos naturais e tradição apícola, surge como um dos territórios com maior potencial para agricultura e agro-indústria. O mel produzido na região já abastece mercados locais, mas carece de tecnologia e capital para competir em escala nacional e internacional.

O Greenfield, primeiro fundo de capital de risco registado na CMC, em 2022, tem como estratégia financiar projectos com impacto económico, social e ambiental (ESG), actuando em sectores considerados estratégicos. Entre as iniciativas apoiadas destacam-se a Ovihemba (indústria farmacêutica no Huambo), Campo Verde (agronegócio sustentável) e Laços Vivos (bem-estar social).

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