França e Angola reforçam cooperação energética com missão empresarial avaliada em €1,2 mil milhões

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França e Angola estão a aprofundar a sua cooperação estratégica no sector energético, num momento em que o país procura consolidar a transição energética e atrair investimento estrangeiro directo. Uma delegação composta por 10 empresas francesas, com um volume de negócios combinado de cerca de 1,2 mil milhões de euros, encontra-se em Angola para uma missão empresarial de cinco dias, organizada pela Business France, pela Embaixada de França em Angola e pela EVOLEN (Associação Francesa das Empresas de Energia).

A iniciativa decorre à margem da conferência Angola Oil & Gas 2025, que terá lugar nos dias 3 e 4 de Setembro, e integra encontros institucionais, visitas técnicas e reuniões com empresas nacionais do sector petrolífero e energético. O objectivo passa por avaliar oportunidades de investimento e parcerias em áreas-chave como engenharia, automação, regulação de fluídos, operações offshore e produção de gás, com foco em inovação e descarbonização.

“É uma grande satisfação anunciar que muitas destas empresas não querem apenas visitar Angola, mas também instalar-se e desenvolver projectos de longo prazo no país. Esta missão é estratégica porque coincide com a semana do Angola Oil & Gas”, sublinhou Sophie Aubert, embaixadora de França em Angola.

Já Benoit Catusse, director do Business France Angola, destacou que a meta central da missão é estimular novos investimentos franceses, incluindo a criação de filiais locais, a transferência de tecnologia e a geração de empregos qualificados. “Esta é também uma oportunidade para apoiar a diversificação da economia angolana e criar impactos positivos e sustentáveis”, acrescentou.

Trata-se da primeira missão empresarial deste género desde 2022, num contexto em que as relações económicas entre os dois países continuam a mostrar solidez. Segundo dados da embaixada francesa, o stock de investimento directo das empresas francesas em Angola atingiu os 18 mil milhões de dólares em 2023/24, confirmando a França como um dos maiores investidores europeus no mercado angolano.

Com a presença reforçada em Angola, Paris pretende posicionar-se como parceiro-chave no processo de transição energética, apoiando tanto a exploração eficiente de recursos fósseis como o desenvolvimento de energias limpas. Para Angola, a aposta francesa soma-se à estratégia de atrair capital estrangeiro e know-how internacional para dinamizar o sector energético e reduzir vulnerabilidades estruturais da economia.

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