BAI e Ministério do Turismo criam linha de financiamento e cartão de crédito para operadores turísticos

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Acordo-Quadro assinado a 2 de Junho prevê produtos bancários ligados à plataforma Visit Angola

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) e o Instituto Nacional de Fomento Turístico de Angola (INFOTUR), organismo tutelar do Ministério do Turismo, assinaram a 2 de Junho de 2026 um Acordo-Quadro de Cooperação Estratégica que prevê soluções de financiamento específicas para operadores turísticos e a criação de um cartão de crédito nacional com benefícios associados ao consumo em estabelecimentos certificados pela plataforma Visit Angola. A cerimónia decorreu no Auditório Saidy Mingas, no Museu da Moeda, em Luanda.

O acordo foi formalizado pela directora-geral do INFOTUR, Allícia Santos, e pela directora coordenadora do Gabinete de Apoio ao Conselho de Administração do BAI, Celmira Santos, na presença do ministro do Turismo, Márcio Daniel, e do presidente da Comissão Executiva do BAI, Luís Lélis.

Três eixos de actuação

O acordo estrutura-se em torno de três componentes. A primeira abrange soluções de financiamento para investimento, expansão e modernização dos negócios turísticos, com acesso alargado a pequenos operadores, empreendedores locais, cooperativas comunitárias e projectos liderados por jovens e mulheres. A segunda centra-se na transformação digital do sector, com o desenvolvimento de ferramentas e soluções de pagamento e cobrança adaptadas às especificidades da actividade turística. A terceira componente é o cartão de crédito nacional com benefícios para consumo em operadores certificados e integrados na plataforma Visit Angola — The Rhythm of Life, sem que o comunicado detalhe as condições concretas do produto.

O ministro Márcio Daniel enquadrou o acordo na estratégia de diversificação da economia angolana, afirmando que a colaboração entre o sector público e o privado “pode acelerar a transformação do turismo num verdadeiro motor de diversificação económica.”

Luís Lélis, presidente da Comissão Executiva do BAI, sublinhou o potencial do sector para “gerar riqueza, atrair investimento e criar emprego”, acrescentando que a instituição pretende que “o acesso ao financiamento chegue cada vez mais longe.”


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