Estudantes do MIT e ISPTEC desafiados a criar projectos tecnológicos nas áreas dos recursos minerais, petróleo e gás

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Recebidos na tarde desta quinta-feira (15.01) na sede do MIREMPET pelo titular da pasta, a delegação de estudantes e professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) comprometeram-se em abraçar as propostas com vista a acelerar a indústria nacional.

No centro das discussões esteve a robótica aplicada ao sector petrolífero, vista como ferramenta estratégica para a modernização da indústria mineira e petrolífera, nomeadamente o aperfeiçoamento de robôs e sistemas autónomos para inspecção de oleodutos, plataformas, tanques de armazenamento e infra-estruturas críticas, com impacto directo na segurança operacional, redução de custos e mitigação de riscos ambientais.

Além da robótica, Diamantino Azevedo desafiou igualmente os estudantes a trazerem soluções na área da engenharia aeroespacial, com aplicações específicas na cartografia, monitorização de campos petrolíferos, mineiros, vigilância ambiental e resposta rápida a incidentes com o uso de drones e veículos aéreos não tripulados.

O ministro defendeu ainda a criação de projectos-piloto em engenharia de dados, inteligência artificial e modelação computacional, com foco na optimização da produção, análise preditiva de falhas, gestão de activos e apoio à tomada de decisão estratégica no sector energético. Tecnologias estas, a seu ver, “essenciais para aumentar a eficiência e a competitividade da indústria nacional”, disse.

Ouvidos pela revista Outside, os estudantes – tanto do MIT quanto do ISPTEC – aceitaram integralmente os desafios apresentados, prometendo explorar a fundo estes domínios. Em representação da delegação, Danielle Wood, Professora de Aeronáutica do MIT, mostrou-se satisfeita e ávida para pôr em prática a parceria: “a ambição é colocar Angola na vanguarda tecnológica, movidos pelo desejo de ensinar e aprender com os estudantes angolanos”.

Em digressão académica em Angola no âmbito do programa de intercâmbio “Global Classroom e Global Teaching Labs MIT–Africa”, a delegação tem como objectivo promover networking, diálogo intersectorial e trocas de experiências com instituições e universidades locais.

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