FGC encerra 2023 com passivo de 65,17 mil milhões de kwanzas

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O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) encerrou o ano de 2023 com um passivo avaliado em 65,17 mil milhões de kwanzas, conforme revela o relatório e contas da instituição, consultado pela revista Outside.


Este resultado, segundo o Fundo, reflecte os desafios financeiros enfrentados pela firma, que desempenha um papel importante na mitigação dos riscos associados à concessão de crédito no mercado nacional.


Segundo o documento, até ao final de 2023, os ativos do FGC atingiram um total de 213,44 mil milhões de kwanzas, enquanto os fundos próprios somaram 148 mil milhões de kwanzas. Estes números demonstram a robustez financeira do Fundo, que, apesar de um passivo significativo, mantém uma posição sólida em termos de activos e fundos próprios, essenciais para garantir a continuidade das suas operações.


Durante o ano passado, o Fundo de Garantia de Crédito concedeu garantias no montante de 498 milhões de kwanzas, reflectindo o seu compromisso em apoiar as instituições financeiras na redução do risco associado à concessão de crédito, especialmente em sectores estratégicos da economia.


Além disso, comprometeu-se com responsabilidades financeiras adicionais na ordem dos 63,29 milhões de kwanzas, evidenciando a sua importância enquanto mecanismo de suporte financeiro.
No que diz respeito às despesas com o pessoal, o FGC destinou cerca de dois mil milhões de kwanzas em 2023. Desse montante, 1,5 mil milhões de kwanzas foram alocados aos colaboradores, enquanto 441,6 milhões de kwanzas foram destinados especificamente aos membros dos órgãos sociais e do conselho fiscal.


Estes números destacam a relevância da gestão de recursos humanos dentro da estrutura do Fundo, que tem como objectivo manter uma equipa qualificada para lidar com as complexidades do mercado financeiro nacional.


Com um cenário financeiro em constante evolução, o FGC deverá continuar a desempenhar um papel estratégico na mitigação de riscos e no apoio ao crescimento do crédito em Angola, assegurando que as instituições financeiras disponham das ferramentas necessárias para operar com segurança e eficiência. O relatório e contas de 2023 deixa claro que, apesar dos desafios, o Fundo está bem posicionado para enfrentar o futuro, apoiando o desenvolvimento económico do país através da garantia do crédito.

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