A ART CUT’26, primeira trienal de arte das universidades católicas, abre a 29 de Outubro na Universidade Católica de Angola. Luanda é a sétima e última cidade do circuito e a única em África.
Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, Mónica de Miranda e o congolês Sammy Baloji estão entre os artistas da etapa angolana da ART CUT’26, a Trienal de Arte das Universidades Católicas. A exposição abre na quinta-feira, 29 de Outubro, na Universidade Católica de Angola (UCAN), e fica patente até 20 de Dezembro.
A trienal é promovida pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, sob o tema “Exercícios de Empatia”. Em Luanda, o título é “Exercícios em Empatia: Ubuntu”, a partir do conceito africano de humanidade partilhada e reconhecimento do outro.
Quem expõe
A lista de artistas para Luanda, publicada em Agosto pela Vatican News, tem 21 entradas, entre nomes individuais, duplas e colectivos. Além de Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, Mónica de Miranda e Sammy Baloji, inclui Januário Jano, Iris Chocolate, Joice Zau, Irene A’mosi, Hemak, Gegé M’bakudi, Mussunda N’zombo, Gennesis Ferreira e Flávio Cardoso. Participam também colectivos como Os Espacialistas e a Geração 80, e artistas estrangeiros como a dupla Bárbara Wagner & Benjamin de Burca e a norte-americana Deborah Stratman.
A exposição ocupa três espaços. A abertura é no Pólo Académico do Palanca da UCAN. O Hotel Globo recebe uma segunda exposição a partir de 30 de Outubro. No mesmo dia, o FAS Project Space apresenta uma obra em vídeo de Julianknxx, artista nascido na Serra Leoa.
A curadoria geral é do português Nuno Crespo, professor da Universidade Católica Portuguesa. A curadoria local cabe a Kiluanji Kia Henda, que também expõe, Mehak Vieira, Osvaldo Sebastião da Silva e Suzana Sousa.
Um circuito de sete cidades
A trienal começou em Agosto no Rio de Janeiro e passou por Santiago do Chile, Bogotá, Boston, Milão e Lisboa, sempre em universidades católicas, antes de chegar a Luanda. O projecto termina em Veneza, em 2027.
Nuno Crespo apresenta as obras como instrumentos de resistência ao domínio dos mecanismos digitais e à incapacidade de diálogo. Nelas, afirmou, “reside a possibilidade de desinstalar a crescente desumanização que vemos vir na nossa direcção”.
A reitora da UCAN, Maria da Assunção, vê na trienal uma forma de aproximar a universidade da cidade. Com a ART CUT’26, a universidade “abre as suas portas aos artistas”, afirmou, citada no comunicado.





