Presidente autoriza 73 milhões de dólares para infra-estruturas turísticas no Okavango

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Despesa será aplicada no Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, no Cuando
Projecto integra estratégia de diversificação económica, criação de emprego e promoção do turismo sustentável

O Presidente da República, João Lourenço, autorizou uma despesa de 73 milhões de dólares norte-americanos para a construção de infra-estruturas integradas no Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, na província do Cuando. A autorização consta do Despacho Presidencial n.º 270/26, de 5 de Agosto, segundo o jornal OPAÍS.

A decisão enquadra-se na estratégia do Executivo de dinamização do sector turístico e de diversificação da economia nacional. O projecto tem igualmente entre os seus objectivos a criação de emprego e a promoção de um modelo de desenvolvimento considerado sustentável para a região do Okavango.

A região foi classificada como Área de Interesse e Potencial Turístico (AIPT), devido às suas características ambientais e ao potencial para o desenvolvimento de actividades ligadas ao turismo de natureza. O Okavango é considerado pelo Executivo um activo natural estratégico para a expansão desta actividade no país.

O investimento surge numa altura em que o Governo tem procurado transformar a província do Cuando num dos principais destinos de ecoturismo de Angola. Em Julho, foi inaugurado o Luiana Plains Safari, no Parque Nacional do Luengue-Luiana, empreendimento com capacidade inicial para 22 camas e que criou 20 postos de trabalho, 15 dos quais ocupados por membros das comunidades locais.

Durante a inauguração do empreendimento, o Ministério do Turismo indicou que estavam a ser mobilizados recursos para infra-estruturas integradas no Pólo Turístico do Okavango, incluindo vias de acesso, energia, água e comunicações. Estas estruturas são consideradas essenciais para melhorar as condições de acesso e criar uma base para novos investimentos turísticos na região.

A aposta no Okavango insere-se num programa mais amplo de desenvolvimento turístico. Em Junho, o Executivo assinou oito memorandos de entendimento com investidores privados para acelerar a captação de investimento estrangeiro, fortalecer infra-estruturas turísticas e promover o desenvolvimento sustentável de destinos turísticos nacionais.

O projecto deverá, assim, complementar investimentos privados e iniciativas de conservação numa região integrada na Área de Conservação Transfronteiriça Kavango-Zambeze, cuja biodiversidade e zonas húmidas constituem alguns dos principais activos para o turismo de natureza.

A autorização dos 73 milhões de dólares representa, contudo, a aprovação da despesa e não significa que todas as infra-estruturas estejam já construídas. A concretização do investimento dependerá da execução dos procedimentos previstos no despacho presidencial e do desenvolvimento efectivo das empreitadas.

O investimento reforça a aposta do Executivo no Okavango como destino de ecoturismo e procura criar as condições de infra-estrutura necessárias para transformar o potencial ambiental da região em actividade económica, emprego e investimento.

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