ANPG aponta investimento de 15 mil milhões de dólares por ano no sector petrolífero

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O administrador executivo Alcides Andrade afirmou, num encontro do sector em Luanda, que o investimento cresce desde 2022 e que a produção se manterá acima de um milhão de barris diários. Em Dezembro de 2025, a produção foi de 1,03 milhões de barris por dia, segundo a agência.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) estima que o investimento no sector petrolífero angolano esteja actualmente perto dos 15 mil milhões de dólares por ano. O valor foi indicado pelo administrador executivo Alcides Andrade a 29 de Outubro, no Angola Energy Leaders Summit. O encontro foi organizado em Luanda pela empresa de informação de mercado The Energy Year, em parceria com a ANPG.

Alcides Andrade atribuiu o aumento ao regresso e à entrada de novas multinacionais e ao reforço dos investimentos das empresas que já operam no país. Segundo disse, estas empresas acreditam nas reformas em curso. “Desde 2022, temos vindo a registar um crescimento do investimento, actualmente próximo dos 15 mil milhões de dólares anuais. Estamos, por isso, confiantes de que conseguiremos manter a produção acima de um milhão de barris de petróleo por dia nos próximos anos”, afirmou.

Uma meta no limite

A meta é a mesma que o presidente da ANPG, Jerónimo Paulino, apresentou em Fevereiro: manter a produção acima de um milhão de barris diários até 2030. Na mesma ocasião, Paulino indicou que o investimento anual tinha passado de cerca de oito mil milhões de dólares em 2019 para mais de 14 mil milhões nos três anos anteriores. Estimou também o declínio natural da produção em 15 a 16 por cento ao ano.

A produção tem oscilado em torno desse limiar. Em Julho de 2025, ficou em 998.757 barris por dia, abaixo da previsão do Governo, segundo dados da ANPG citados pela imprensa internacional. Em Dezembro, subiu para 1,03 milhões de barris diários, segundo a agência. O pico histórico, de cerca de três milhões de barris por dia, foi atingido entre 2001 e 2004, segundo a ANPG.

Capital e empresas nacionais

Os debates do encontro centraram-se na participação das empresas angolanas no sector. Num painel sobre financiamento, os gestores Ulanga Gaspar Martins, da Poliedro, e Domingos Freitas, da Effimax, apontaram a estabilidade contratual como factor determinante para atrair investimento. Defenderam também um melhor acesso ao crédito. Noutra conversa, segundo a organização, gestores de empresas de serviços e engenharia referiram a expansão para mercados como a Namíbia e Moçambique.

Numa sessão sobre a produção de petróleo e gás, moderada pela PwC, responsáveis da Chevron, da ExxonMobil e da Azule Energy discutiram o projecto Quiluma, de gás não associado. Segundo a organização, os oradores defenderam que a viabilidade de novos projectos depende da articulação entre recursos, infra-estruturas e mercados.

O encontro, na segunda edição, terminou com a entrega de oito prémios atribuídos pela The Energy Year. Duas das empresas premiadas, a Etu Energias e a Seago, estavam entre os patrocinadores do evento.

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