Complexo do Phoenix Bridge International Holdings Group destina-se à substituição de importações e à exportação para a região da África Austral.
Um polo industrial avaliado em 80 milhões de dólares, com cinco unidades fabris de materiais de construção, foi inaugurado a 7 de Julho em Icolo e Bengo.
O complexo, localizado no quilómetro 44 da Estrada do Bom Jesus, foi inaugurado pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira. As cinco fábricas, dedicadas à produção de materiais para a construção civil, encontram-se em funcionamento e destinam-se a abastecer o mercado interno e, numa segunda fase, os mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Segundo a agência ANGONOTÍCIAS, a unidade tem capacidade anual para produzir três milhões de metros de cabos eléctricos, 500 mil metros quadrados de isolamento térmico XPS, 120 mil metros quadrados de placas de mármore e granito, 180 mil metros quadrados de produtos de madeira e 150 mil metros quadrados de condutas de ventilação.
O complexo é propriedade do Phoenix Bridge International Holdings Group. A cerimónia de inauguração contou com a presença do embaixador da China em Angola, Zhang Bin, e do governador provincial do Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, além do ministro da tutela.
O empreendimento gerou, até à inauguração, 250 postos de trabalho, dos quais 180 directos para cidadãos nacionais, de acordo com a ANGONOTÍCIAS. O Ministério da Indústria e Comércio prevê que o número de empregos directos ultrapasse os 400 com a expansão do complexo.
O ministério indica que o investimento totaliza 80 milhões de dólares, dos quais 30 milhões correspondem à primeira fase, já concluída. O projecto recorre a matérias-primas de várias províncias — designadamente Huíla, Namibe e Uíge — e aposta na transformação local dos recursos e na formação de quadros nacionais.
Durante a cerimónia, Rui Miguêns de Oliveira afirmou que o projecto se enquadra nas políticas de industrialização e diversificação económica do Executivo, orientadas para o reforço da produção nacional e a redução da dependência das importações.
A inauguração ocorre num momento em que a economia não petrolífera sustenta o crescimento. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que o Produto Interno Bruto cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026, em termos homólogos, com o sector não petrolífero a avançar 6,22% e o petrolífero a contrair-se 0,21%.





