Por: Daniel Sapateiro, Economista
A realização do Fórum Global de Turismo, entre os dias 17 e 19 de Junho de 2026, em Luanda (Complexo Protocolar da Presidência da República), constituiu um dos mais importantes acontecimentos económicos e empresariais realizados em Angola nos últimos anos. Mais do que um simples encontro de especialistas e operadores do sector do turismo como um todo, o evento representou uma demonstração clara da crescente relevância do turismo como vector de diversificação económica, geração de emprego e captação de investimento nacional e estrangeiro.
Num momento em que Angola procura reduzir a sua dependência do petróleo e consolidar novas fontes de crescimento sustentável, o turismo surge como uma das actividades com maior potencial para impulsionar a economia nacional. O país possui uma combinação rara de recursos naturais, património histórico, diversidade cultural e hospitalidade, factores que podem posicioná-lo como um destino competitivo no contexto africano e internacional.
Neste contexto, merece especial destaque o apoio prestado pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI) à realização deste importante fórum. A participação do BAI não deve ser vista apenas como um patrocínio institucional, mas como uma demonstração concreta do seu compromisso com os sectores produtivos e com o desenvolvimento económico do país.
Ao associar-se a uma iniciativa desta dimensão, o BAI reforça a sua posição como parceiro estratégico dos sectores que podem contribuir para a transformação estrutural da economia angolana. O turismo, em particular, apresenta um elevado efeito multiplicador, gerando oportunidades para hotéis, restaurantes, transportes, comércio, artesanato, agricultura, serviços financeiros e inúmeras pequenas e médias empresas. No mundo, o turismo representa cerca de 9,8% do Produto Interno Bruto ou de 11,6 biliões Dólares, equivalentes. Quanto ao emprego que o sector tem criado, cerca de 1 em cada 9 empregos no mundo, e em 2025, foi responsável por 1 em cada 3 novos empregos criados. Estes números ajudam a perceber porque muitos países africanos, incluindo Angola, estão a apostar no turismo como instrumento de diversificação económica. Em várias economias africanas bem-sucedidas no sector, como as Ilhas Maurícias, Marrocos, Cabo Verde e Tanzânia, o turismo representa entre 10% e 25% do PIB, directa ou indirectamente. No caso de Angola, estima-se que o turismo ainda represente menos de 3% do PIB, o que mostra o enorme potencial de crescimento que o país possui caso consiga melhorar infraestruturas, conectividade aérea, promoção internacional, facilitação de vistos e investimento privado.
O empenho do BAI na promoção do turismo em Angola tem sido consistente. Enquanto principal instituição financeira privada do país, o banco tem procurado apoiar projectos empresariais, incentivar a criação de negócios e contribuir para a melhoria do ambiente de investimento. O desenvolvimento do turismo exige infra-estruturas, financiamento, inovação e confiança dos investidores, elementos nos quais o sector bancário desempenha um papel determinante.
Neste domínio, o BAI assume uma responsabilidade acrescida, não apenas pela sua dimensão, mas também pela sua capacidade de mobilizar recursos financeiros e criar soluções adaptadas às necessidades dos investidores nacionais e estrangeiros. A banca moderna deixou de ser apenas um intermediário financeiro; passou a ser um agente activo do desenvolvimento económico.
Por essa razão, o Banco Angolano de Investimentos afirma-se cada vez mais como uma verdadeira porta de entrada para o investimento nacional. A sua presença em praticamente todos os sectores da economia permite-lhe identificar oportunidades, apoiar empreendedores e facilitar a concretização de projectos com impacto relevante para o crescimento económico.
Num período em que Angola procura atrair mais investimento privado, nacional e internacional, instituições financeiras sólidas e credíveis tornam-se fundamentais para a confiança dos mercados. O BAI tem contribuído para esse processo, criando pontes entre o capital e as oportunidades de negócio existentes no país.
O Fórum Global de Turismo demonstrou que Angola possui condições para assumir um papel mais relevante no mapa turístico africano. Contudo, transformar potencial em resultados exige uma conjugação de esforços entre o Estado, o sector privado, os investidores e as instituições financeiras.
O apoio do BAI ao evento revela precisamente essa visão estratégica: compreender que o futuro da economia angolana passa pela diversificação, pela criação de riqueza fora do sector petrolífero e pelo financiamento de actividades capazes de gerar emprego, rendimento e desenvolvimento sustentável.
Mais do que apoiar um fórum, o BAI apoiou uma visão de futuro para Angola. E quando a banca investe no futuro do país, todos os angolanos têm razões para acreditar num crescimento económico mais inclusivo, mais robusto e mais sustentável.





