Novo centro em Luanda complementa a unidade de Benguela e eleva a mais do triplo a capacidade nacional; o projecto já criou mais de 260 postos de trabalho. A petrolífera italiana anuncia ainda um programa de agricultura sustentável e restauração de ecossistemas no Moxico, que abrangerá 40.000 hectares e até 20.000 agricultores
A Eni inaugurou em Luanda um novo centro de produção de fogareiros melhorados e anunciou um projecto de agricultura sustentável no Moxico, reforçando a sua presença em Angola.
A inauguração decorreu a 23 de Junho, em Luanda, em colaboração com os Salesianos de Dom Bosco e a organização Médicos com África CUAMM, no âmbito do programa Clean Cooking. A cerimónia contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Diamantino Pedro Azevedo.
O novo centro, vocacionado para o fabrico em escala de modelos de fogareiros melhorados, complementa a unidade de Benguela, recentemente modernizada, e permite, segundo a empresa, mais do que triplicar a capacidade global de produção no país. O projecto já criou mais de 260 postos de trabalho nas áreas de produção, distribuição e logística.
«Através do programa Eni for Clean Cooking, já alcançámos mais de um milhão de pessoas e pretendemos envolver 3,5 milhões até 2030», afirmou João Maria da Silva, director-geral da Eni Natural Energies em Angola. O responsável associou a iniciativa à redução do consumo de combustível e a benefícios para a saúde, o ambiente e o desenvolvimento económico local.
Para além da produção e distribuição gratuita dos fogareiros, o programa integra componentes de formação e inclusão social. Estão previstos cursos de especialização técnica para cerca de 2.400 estudantes, a atribuição de 130 bolsas de estudo plurianuais nas áreas do ambiente e das energias renováveis, a criação de um centro de formação profissional em Luanda e campanhas de sensibilização das famílias sobre nutrição e higiene básica.
A petrolífera anunciou igualmente o lançamento de um projecto de agricultura sustentável e restauração de ecossistemas na província do Moxico, em parceria com a C4 EcoSolutions. A iniciativa promove práticas agrícolas sustentáveis e a recuperação de ecossistemas florestais, com vista a melhorar a fertilidade dos solos, reforçar a resiliência climática, proteger a biodiversidade e contribuir para a remoção de CO₂. O projecto abrangerá progressivamente cerca de 40.000 hectares, envolvendo até 20.000 agricultores e criando até 700 postos de trabalho no pico da actividade, com formação e assistência técnica às comunidades locais e aposta na igualdade de género.
A componente agrícola integra-se na estratégia de descarbonização da Eni. Segundo a empresa, as emissões evitadas e removidas, após certificação, darão origem a créditos de carbono destinados a sustentar as iniciativas e a apoiar as suas metas de descarbonização.





