OPEP+ mantém produção estável para ano de 2026

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Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordaram, domingo, 30, durante a 40.ª reunião ministerial, em manter estáveis as cotas de produção de todo o grupo para 2026.

Oito países do cartel, que realizaram uma reunião paralela, chegaram igualmente a um acordo de princípios para prolongar a pausa nos aumentos de produção durante o primeiro trimestre de 2026, segundo fonte familiarizada com as negociações, citada pela Reuters.

De acordo com o comunicado oficial, a OPEP+ aprovou ainda um novo mecanismo de avaliação da capacidade máxima de produção de cada membro, ferramenta que será utilizada para definir as cotas a vigorar a partir de 2027.

O tema tem sido alvo de aceso debate ao longo dos anos, sobretudo entre membros como a Nigéria, que reivindicam cotas mais elevadas apesar de apresentarem capacidade limitada não utilizada, conforme avaliações da Agência Internacional de Energia.

Desde Abril de 2025, a OPEP+ já introduziu no mercado cerca de 2,9 milhões de barris por dia. Ainda assim, mantém em vigor 3,24 milhões de bpd de cortes, equivalente a aproximadamente 3 por cento da procura global. O grupo é responsável por cerca de metade da produção mundial de petróleo.

Na última sexta-feira, 28, os contratos futuros do petróleo encerraram em baixa diária e acumularam perdas de quase 4 por cento no mês, pressionados pelas expectativas em torno da reunião da OPEP+ e pela atenção aos desdobramentos diplomáticos das negociações para o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Analistas do Barclays consideram que o potencial de queda dos preços permanece limitado, destacando que mesmo um eventual avanço diplomático no conflito não deverá resultar num aumento relevante da oferta russa no curto prazo, tendo em conta o desempenho abaixo das metas da OPEP+ neste ano.

A próxima reunião ministerial da OPEP+ está marcada para Janeiro de 2026.

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