Angola explora apenas 20 por cento das terras aráveis, diz ministro

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Dos três milhões 194 mil e 395 quilómetros de área cultivável, Angola explora apenas 662.570 quilómetros, o que corresponde a 20 %, informou hoje, terça-feira, o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as províncias do Uíge e do Zaire possuem os solos mais ricos do país.

De acordo com o governante, que falava durante a sessão de auscultação aos partidos políticos com assento parlamentar, no âmbito da Estratégia de Longo Prazo Angola 2050, para mudar tal desiderato, há necessidade de se trabalhar em conjunto com outros sectores.

Apontou que só poderá haver desenvolvimento do sector da agricultura com o envolvimento das áreas da energia e águas, urbanismo e habitação, entre outras áreas que estão inteiramente ligadas e que concorrem para o crescimento e desenvolvimento da economia do país.

Na ocasião, apontou cinco eixos que estiveram na base da elaboração da nova estratégia, nomeadamente o investimento no capital humano, nas infra-estruturas, nos domínios da energia, estradas, telecomunicações, assim como na diversificação da economia nacional.

A utilização racional dos recursos naturais de que o país dispõe, de modo a atender as futuras gerações, o direito de oportunidades iguais complementam os referidos eixos que nortearam a elaboração da estratégia de longo prazo, segundo o responsável.

Considerou Angola 2050 como um instrumento central do Sistema Nacional de Planeamento, com uma visão de desenvolvimento e crescimento económico de longo prazo, como resultado da revisão do plano anterior, denominado Angola 2025. Para se garantir a sua plena implementação, enumerou três princípios que foram observados para a sua elaboração, designadamente o de fácil monitorização, busca de uma coerência económica e financeira, assim como o da necessidade de uma maior articulação entre os sectores ministeriais intervenientes.

Por sua vez, o presidente do partido PRS, Benedito Daniel, considerou o acto de consulta como soberana oportunidade para que em conjunto se trace o futuro, definindo acções prioritárias em função das necessidades e das condições específicas.

Na sua contribuição elencou a temática da não delimitação da demografia ou diminuir a taxa de natalidade, ao contrário, sublinhou que deve haver um equilíbrio entre as riquezas do país, e o número da população para que a economia seja marcante na vida das famílias angolanas.Por seu turno, Idalina Valente, deputada do MPLA, disse, durante a sua contribuição, que se deve equilibrar o crescimento demográfico com o aumento das riquezas, porém não pode haver maior avanço demográfico num ritmo superior a economia do país.

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