Primeiro Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança reuniu mais de mil participantes em Luanda para debater práticas clínicas incluindo questões médico-legais.
Especialistas reunidos no I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança defenderam a capacitação de médicos e técnicos de saúde para melhorar o atendimento de vítimas de agressão e abuso sexual, segundo comunicado divulgado a 13 de Abril.
O congresso decorreu a 10 e 11 de Abril em Luanda, reunindo mais de mil participantes, entre os quais 200 oradores nacionais e internacionais. O evento pretendeu fomentar o conhecimento no sector da Saúde e Medicina como forma de desenvolver a prática clínica em Angola.
No painel “Agressão física e Abuso sexual: Questões médico-legais”, os participantes apontaram com preocupação o aumento de casos no país. Face ao crescimento do número de vítimas de abuso sexual em Angola, especialistas reconheceram a urgência de articular respostas e mecanismos a nível institucional para apoiar as vítimas, tanto nas instituições de saúde como noutros espaços da sociedade.
Irema Simões, médica especialista de Medicina de Emergência e presidente do Conselho Científico do I Congresso da Clínica Sagrada Esperança, afirmou:
“O abuso sexual nem sempre vem com lesões genitais ou outras marcas físicas explícitas, pelo que é necessário saber como detectar possíveis sinais nos pacientes. As novas tecnologias já nos permitem melhorar a atenção destes casos.”
Irema Simões realçou também a importância de “continuar a alentar as vítimas a denunciar os casos de agressão e violência sexual”. “A nível nacional já temos números de telefones públicos e acessíveis, que têm feito aumentar as queixas. Também vemos o aumento da literacia sobre este tema, com o apoio das televisões, das rádios e da internet, o que é bastante importante”, acrescentou.
O comunicado não especifica número exacto de casos de abuso sexual registados em Angola, percentagem de aumento face a períodos anteriores, tecnologias específicas disponíveis para detecção de sinais de abuso, número de profissionais de saúde presentes no painel, outras mesas de debate realizadas no congresso, nem recomendações concretas sobre programas de capacitação a implementar.





