O setor diamantífero angolano encerrou o ano de 2025 com um total de 164 títulos de concessão activos, abrangendo actividades de exploração e prospecção, num contexto de reforço da gestão do cadastro mineiro e de maior controlo sobre a atribuição de direitos mineiros no país.
Estes títulos inserem-se num universo mais amplo de cerca de 450 títulos mineiros emitidos em todo o sector mineiro nacional, sendo os diamantes responsáveis por aproximadamente 36,4% do total.
Do conjunto das concessões diamantíferas, cerca de 66 títulos correspondem a actividades de prospecção, enquanto 98 títulos estão ligados a exploração, incluindo projectos em operação activa e outros em processo de reavaliação administrativa. A maior parte das concessões diamantíferas continua concentrada nas províncias das Lunda Norte e Lunda Sul, que representam o principal polo de actividade do sector.
Ao longo de 2025, o sector registou igualmente um processo de maior rigor na gestão dos títulos, com reavaliação de concessões inactivas e casos de caducidade por incumprimento de obrigações contratuais ou ausência de actividade efectiva.
Para 2026, as perspectivas apontam para a continuidade da política de expansão controlada das concessões, com foco no aumento da prospecção geológica e na reposição de reservas diamantíferas.
Para Sérgio Dias, em representação da SODIAM.EP, falando no Outlook dos Diamantes 2025, esta terça-feira, 14 de Abril de 2025, na sede do MIREMPET, em Luanda, referiu que o “Executivo deverá também reforçar a reactivação de títulos inactivos e a atracção de novos investidores, procurando equilibrar o crescimento do número de concessões com maior eficiência na sua exploração efectiva”.





