A 8.ª edição do FIC Luanda decorre até 2 de Novembro, com cerca de 120 filmes, seis competições e mostras dedicadas à Nigéria e ao Brasil. A abertura, na quarta-feira, é com “Sapeur”, de Denis Miala.
O Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) abre na quarta-feira, 28 de Outubro, às 19h00, com uma cerimónia de homenagem [A IDENTIFICAR] e a exibição de “Sapeur”. A tragicomédia de Denis Miala acompanha um mecânico do Palanca que monta um golpe para cumprir uma promessa feita ao filho. Segue-se uma conversa com a equipa do filme.
Até 2 de Novembro, o festival exibe cerca de 120 filmes de 18 países, segundo o site da organização. A meta são 6.000 espectadores em seis dias, cerca de mil por dia, disse à Outside a programadora Dreça Manuel. O FIC Luanda regressa depois de três anos de interregno. É promovido pela Agência Nacional para as Indústrias Culturais e Criativas (ANICC), sob tutela do Ministério da Cultura, com serviços técnicos e operacionais da Geração 80.
Onde e quando
A programação distribui-se por várias salas de Luanda. O programa oficial inclui as salas da Cinemateca Nacional, a maior com 600 lugares, o Cine Teatro Nacional (200), o Cinemax Fortaleza (150) e o IGR (150). Há ainda sessões no Camões, no Centro de Ciência de Luanda e no Kinaxixi, estas duas últimas com 100 lugares cada.
Os bilhetes estão à venda no site do festival. [PREÇOS E SESSÕES GRATUITAS — A CONFIRMAR COM A ORGANIZAÇÃO]
O que ver
O núcleo do festival são as seis competições, nacionais e internacionais, de longas-metragens de ficção, documentários e curtas. Os vencedores recebem entre 1,5 milhões e 5 milhões de kwanzas, segundo a Forbes África Lusófona. A competição nacional reúne 25 filmes angolanos, segundo a programadora. A internacional, formada por convite, lista 28 títulos no site do festival.
A Nigéria, país convidado, tem uma mostra própria, e o cinema brasileiro contemporâneo tem um foco dedicado. As mostras paralelas incluem ainda o Visit Angola, sobre a diversidade natural e cultural do país, e uma secção intitulada 50 Anos de Independência. Há também sessões da meia-noite, uma mostra de cinema feito por mulheres e outra de curtas de realizadores com menos de 25 anos. A secção Kia’ndengue tem sessões matinais de curtas.
Para os profissionais
A vertente de indústria inclui o LuaLab, um laboratório de desenvolvimento de argumentos para projectos angolanos, que funciona durante quatro dias. O programa prevê também oficinas, masterclasses e mesas-redondas sobre programação e curadoria, o cinema angolano, o documentário, o cinema nigeriano e o cinema em português.
O festival termina a 2 de Novembro, com a entrega dos prémios às 17h00 e sessões dos filmes premiados a partir das 19h00.





