União Europeia soma 2 mil milhões de euros para o Corredor do Lobito e concentra 730 milhões em doações até 2027

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Fórum empresarial reúne 900 participantes em Luanda para acelerar investimento no eixo Angola-RDC-Zâmbia. Ministro do Planeamento projecta crescimento de 4,73% do sector não petrolífero em 2026

O pacote global de financiamento da União Europeia para o Corredor do Lobito atinge actualmente cerca de 2 mil milhões de euros, dos quais 730 milhões correspondem a doações directas ao abrigo da Estratégia Global Gateway. A informação foi avançada pela embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, durante a fase presencial do III Fórum Empresarial Corredor do Lobito Angola–União Europeia, que decorre entre 5 e 6 de Maio em Luanda, com a participação de cerca de 900 empresários — 700 presencialmente e 200 por via virtual.

O financiamento combina, numa abordagem designada “Team Europe”, subvenções da União Europeia, empréstimos dos Estados-membros, capital do Banco Europeu de Investimento e investimento privado. Segundo a diplomata, o objectivo é transformar o corredor num pólo de desenvolvimento económico para além da função logística, com investimentos direccionados para energia, agroindústria, digitalização e capacitação técnica.

A Estratégia Global Gateway, lançada em 2021, prevê 150 mil milhões de euros para África, com enfoque em infra-estruturas. O Corredor do Lobito, que liga Angola à República Democrática do Congo e à Zâmbia, é um dos 12 eixos estratégicos seleccionados no continente. Até ao momento, a União Europeia alocou 173 milhões de euros em doações específicas para projectos associados ao corredor, com enfoque em sustentabilidade económica, social e ambiental. No entanto, conforme reconheceu Rosário Bento Pais, muitos dos projectos encontram-se ainda em fase inicial, dado que a operacionalização do corredor começou apenas em 2023.

Na abertura do fórum, o Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, defendeu que o Corredor do Lobito deve funcionar como “um verdadeiro motor de transformação económica”, impulsionando cadeias de valor, industrialização e criação de emprego. O governante enquadrou esta perspectiva numa projecção de crescimento do sector não petrolífero de 4,73% em 2026, um diferencial de 1,6 pontos percentuais face a 2025.

Entre as concessões já concretizadas, a embaixadora destacou a atribuição a operadores europeus da gestão do corredor e do Porto do Lobito, em modelo de concessão de longo prazo.

O fórum, que já decorria em formato virtual desde Março, termina amanhã, quarta-feira, 6 de Maio.

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