A província do Bengo vai produzir mais de um milhão de toneladas de fertilizantes organominerais, com a entrada em funcionamento da primeira linha de produção, a partir de Maio de 2026, anunciou, terça-feira, em Caxito, o secretário de Estado da Indústria e Comércio.
Carlos Rodrigues, que falava no acto de lançamento da primeira pedra para a construção da futura fábrica Itracom Fertilizante Angola, no Pólo Industrial das Mabubas, afirmou que o projecto é estratégico para alavancar a economia nacional, assim como vai criar cinco mil empregos directos e milhares de outros indirectos.
“O empreendimento enquadra-se nas prioridades do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, que elege a diversificação económica, a industrialização e a criação de emprego como pilares para o crescimento sustentável da economia do país”, disse.
Num investimento avaliado em 373 milhões de dólares, o governante referiu que com a entrada em funcionamento da unidade fabril, o país paulatinamente deixará de importar fertilizantes e o Estado vai poupar divisas.
“Assim que a unidade fabril entrar em funcionamento, Angola poderá garantir o abastecimento interno e ainda se posicionar como exportador regional”, disse.
O empreendimento terá três linhas modernas de produção e vai fabricar 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes organominerais por ano.
O projecto vai contribuir para a dinamização agrícola da província do Bengo, bem como transformar o bairro das Mabubas num verdadeiro Pólo Industrial.
Impacto do projecto
Na ocasião, a governadora provincial do Bengo, Maria Antónia Nelumba, destacou o impacto do projecto e considerou o investimento um “marco histórico” para a província, pois vai gerar 5 mil postos de trabalho directos e indirectos para a juventude.
“Estamos felizes com o lançamento da primeira pedra para a construção da fábrica de fertilizantes. Em menos de dois anos, a nossa província inaugurou cerca de 20 unidades fabris em diversos sectores, reflexo da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros.
Com esses investimentos, a juventude do Bengo consegue inserir-se no mercado de trabalho”.
Importações
Por sua vez, o presidente do grupo Itracom, Adreen Ntingacika, disse que a iniciativa nasce da convicção de que “África deve alimentar a África e Angola deve alimentar Angola”.
“A baixa fertilidade dos solos e a elevada dependência de importações tornam urgente a produção local, com fertilizantes adaptados às necessidades do país”, destacou. O projecto, garantiu o empresário, vai melhorar a produtividade agrícola e o fortalecimento do sector Logístico e Industrial.
O projecto contempla ainda um programa de responsabilidade social e ambiental, assente na reciclagem de resíduos orgânicos, na redução da emissão de gases com efeito estufa e em acções dirigidas às comunidades vizinhas.
As autoridades sublinham que os impactos esperados incluem mais segurança alimentar, maior competitividade no sector Agrícola e transferência de rendimento para as famílias.





