Obrigações do Tesouro (OT) serão o instrumento principal, representando 49% do total. Estratégia visa alongar prazos e criar “emissões de referência” para desenvolver o mercado secundário.
O Governo angolano vai continuar a apostar fortemente no mercado interno de dívida para financiar o seu deficit, prevendo captar 7.548,05 mil milhões de kwanzas junto de investidores domésticos em 2025. A estrutura de captação interna será dominada pelas Obrigações do Tesouro (OT), instrumentos de médio e longo prazo que representarão 49% do total (3.718,29 mil milhões de Kz).
Segundo o PAE, as OT serão colocadas maioritariamente através de leilões (81% do total de OT), mas também para operações especiais como capitalizações de instituições públicas (9%) e regularização de atrasados do Estado (10%). A estratégia passa por consolidar “emissões de referência” (benchmark bonds), reabrindo títulos existentes para conferir fungibilidade e alongar a curva de vencimentos, que actualmente tem uma maturidade média residual de 3 anos.
Os Bilhetes do Tesouro (BT), títulos de curto prazo (182 e 364 dias), representarão 23% da captação interna (1.771,83 mil milhões de Kz). A componente restante (27%) será preenchida por Contratos de Mútuo, que incluem a possibilidade de um empréstimo de curto prazo junto do Banco Nacional de Angola (BNA), até ao limite legal de 10% das receitas correntes do ano anterior.
Esta dependência do mercado interno coloca a tónica na necessidade de se alargar e diversificar a base de investidores, reduzindo a concentração de risco em poucos bancos nacionais.





