Angola aposta no gás natural como pilar da transição energética e lança primeiros campos não associados

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O gás natural está a assumir papel central na estratégia de transição energética de Angola, com a entrada em funcionamento ainda este ano dos primeiros campos de gás não associado – Quiluma e Maboqueiro, anunciou o Ministro Diamantino Azevedo, na Conferência Angola Oil & Gas 2025.

O governante explicou que o objectivo é criar uma indústria doméstica de gás, que vá além da exportação de GNL (gás natural liquefeito) e garanta valor acrescentado interno. O plano inclui geração eléctrica, produção de fertilizantes e desenvolvimento da petroquímica e siderurgia.

Adicionalmente, foi perfurado com sucesso o poço Gajageira-1, que reforça as perspectivas do Plano Director do Gás, lançado em 2020. O instrumento prevê investimentos robustos para transformar o gás natural numa alternativa energética estratégica, reduzindo a dependência do petróleo.

O novo Consórcio de Gás, liderado pela TotalEnergies em parceria com a Sonangol, Chevron, BP e ENI, foi criado em 2020 para desenvolver recursos de gás não associado. Até aqui, o gás angolano estava essencialmente ligado à produção petrolífera, limitando o seu aproveitamento para usos industriais.

Na AOG 2025, a aposta no gás foi apontada como parte da visão de uma “transição energética justa”, em que Angola diversifica a sua matriz energética sem abdicar das receitas do petróleo, principal motor da economia nacional.

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