Transformação Digital do Sistema Financeiro

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Nesta entrevista conjunta, os presidentes das comissões executivas de cada empresa do grupo partilham, na primeira pessoa, uma visão integrada sobre a implementação de soluções digitais de progresso, com o foco na inclusão financeira, segurança cibernética, experiência do utilizador e literacia digital.

Desde os pagamentos móveis à inteligência artificial (ia) na gestão de seguros, com destaque para as plataformas digitais de investimento, as empresas provam que a verdadeira transformação é, em simultâneo, tecnológica e cultural.

O NOSSO OBJECTIVO É TRANSFORMAR O “BANCO NO BOLSO” E SERVIR AS PRÓXIMAS GERAÇÕES

Para o Presidente da Comissão Executiva do BAI – Banco Angolano de Investimentos S.A. (Sociedade Aberta), Luís Lélis, a transformação digital assume um papel central na visão estratégica do banco e é considerada essencial para o posicionamento actual da instituição no seio do Grupo. Está concretizada no “Programa de Transformação Estratégica” e no “Programa de Transformação Digital”, cujo principal objectivo é proporcionar a melhor experiência bancária em Angola.

Esta transformação constitui o alicerce do desenvolvimento de uma arquitectura tecnológica e de sistemas capaz de sustentar os objectivos de longo prazo do banco, incluindo a ambição de se tornar um verdadeiro “banco no bolso” e de servir as próximas três gerações, numa visão projectada para os próximos trinta anos.

A digitalização dos serviços, assente na visão de “banco no bolso”, tem contribuído de forma decisiva para promover a inclusão financeira, sobretudo entre os jovens. O BAI procura oferecer uma experiência bancária rápida e simples, com respostas em poucos segundos e baixo nível de fricção nas operações.

MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA E ARQUITECTURA DE SISTEMAS

Segundo o PCE, o avanço tecnológico mais significativo e complexo dos últimos anos corresponde ao programa de migração e renovação da arquitectura de sistemas, actualmente em fase de implementação gradual, ajustada à maturidade e capacidade já alcançadas.

Entre os principais marcos deste processo destacam-se:

  • Migração da camada de integração (middleware)
  • Migração do core banking
  • Implementação da plataforma de ERP (Enterprise Resource Planning)
  • Revisão dos canais (numa fase posterior)

Paralelamente, a cibersegurança e a segurança da informação foram assumidas como pilares essenciais da nova arquitectura tecnológica.

A curto e médio prazo, a principal inovação em curso consiste na transformação da aplicação BAI Directo num verdadeiro Marketplace — um centro comercial digital.

INCLUSÃO FINANCEIRA ATRAVÉS DA DIGITALIZAÇÃO

De acordo com o responsável do Banco, a digitalização dos serviços, assente na visão de “banco no bolso“, tem contribuído de forma decisiva para promover a inclusão financeira, sobretudo entre os jovens.

O BAI procura oferecer uma experiência bancária rápida e simples, com respostas em poucos segundos e baixo nível de fricção nas operações.

Esta estratégia reduz a necessidade de investimento em infraestruturas físicas, favorecendo os canais digitais e as soluções automatizadas. Permite ainda o desenvolvimento de produtos dirigidos a menores, como cartões pré-pagos, e garante o ciclo de vida completo do cliente a partir dos 14 anos.

O banco ambiciona alcançar, até 2030, pelo menos metade da população bancável de Angola, o que representa cerca de cinco milhões de clientes.

JUVENTUDE, LITERACIA E INOVAÇÃO

Luís Lélis reforça que o compromisso do BAI com a juventude e com a promoção da literacia digital e financeira tem sido reforçado através de diversas iniciativas.

No âmbito do seu Programa de Responsabilidade Social, o banco activou 120 pontos de acesso Wi-Fi gratuitos e de qualidade em todas as províncias do país, criando condições para que milhões de angolanos tenham acesso à informação, à educação e a novas oportunidades.

Paralelamente, apoia startups nacionais, incluindo o financiamento da sua participação em fóruns tecnológicos, incentivando a inovação e o empreendedorismo jovem.

Estas acções visam desbloquear o potencial das comunidades, promovendo a inclusão digital como motor de transformação económica e social.

O BAI acredita que a construção de uma carreira sólida assenta na formação académica, ética e profissional, e incentiva os jovens a acompanhar fenómenos como a Inteligência Artificial, a cultivar hábitos de leitura e a desenvolver competências que os tornem referências nas suas áreas.

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