Num intervalo de apenas sete dias, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) registou uma das mais expressivas valorizações do mercado bolsista nacional. As acções da instituição financeira subiram 38,2%, passando de 76 mil para 105 mil kwanzas entre 26 de Setembro e 3 de Outubro de 2025. O movimento elevou em cerca de 112,8 milhões de dólares o valor potencial das participações detidas pelos administradores do banco, segundo dados divulgados pelo economista Carlos Rosado de Carvalho.
O presidente do Conselho Executivo do BAI, Luís Lélis, lidera a lista dos maiores ganhos, com uma valorização estimada em 39,1 milhões de dólares. A subida acentuada reflete, de acordo com analistas, a confiança crescente dos investidores na solidez e na gestão do banco, que tem reforçado a sua posição como uma das instituições financeiras mais lucrativas e estáveis do país.
O BAI, primeiro banco a cotar-se na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), tem vindo a registar um desempenho consistente desde a sua estreia no mercado, beneficiando de resultados financeiros sólidos e de uma estratégia focada na digitalização e na expansão dos serviços bancários.
Para especialistas do sector financeiro, a valorização recente pode também estar associada a expectativas positivas em torno dos resultados do último trimestre e ao ambiente de maior liquidez no mercado de capitais. Ainda assim, alertam que movimentos de alta tão rápidos exigem prudência dos investidores e atenção redobrada às oscilações de curto prazo.
Com este desempenho, o BAI reforça o seu estatuto de referência no sistema financeiro angolano e volta a despertar o interesse do público pela bolsa, num contexto em que o mercado de capitais se afirma como alternativa credível de investimento no país.





