Luanda acolhe a 5.ª edição da Conferência sobre Economia Azul, uma iniciativa da Revista Economia & Mercado que pretende debater os desafios e oportunidades do Cluster do Mar, com enfoque em modelos de financiamento e políticas de valorização dos recursos marítimos.
A Revista Economia & Mercado reúne esta sexta-feira, 5 de Setembro, no Hotel Epic Sana, especialistas nacionais e internacionais para a 5.ª Conferência sobre Economia Azul. O encontro decorre sob o lema “Financiamento e Valorização do Cluster do Mar: da Protecção e Fiscalização à Transformação dos Recursos Marítimos” e pretende ser um espaço de diálogo sobre como dinamizar o sector marítimo, considerado estratégico para a diversificação económica do país.
A sessão de abertura será conduzida pela ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos, que destacará o papel da Estratégia Nacional para o Mar de Angola 2030 (ENMA) no fortalecimento da economia azul.
O programa arranca com duas intervenções técnicas. A primeira ficará a cargo de Carlos Borges, Head of Advisory da KPMG, que abordará modelos de financiamento adaptados às indústrias ligadas ao mar. Seguir-se-á Miguel António, director da Segurança Marítima, Navegação e Pessoal do Mar, com uma exposição sobre a actual capacidade de protecção e fiscalização das águas territoriais angolanas.
A mesa-redonda central da conferência vai debater o tema “Financiamento e Valorização do Cluster do Mar”, reunindo actores de diferentes áreas. Estão confirmadas as participações de Lello Francisco, coordenador da Comissão de Reestruturação do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Pesca e da Aquicultura, Adérito Areias, CEO do Grupo AA, Hamilton Fernandes, economista e partner da Happi&Co, Miguel Santos, assessor do Conselho de Administração do FGC, e Diovani Almeida, coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Secil Marítima.
Apesar de Angola dispor de mais de 1.600 quilómetros de costa e de um potencial vasto em recursos pesqueiros e logísticos, o sector marítimo nacional enfrenta constrangimentos que limitam o seu impacto económico. Entre os principais obstáculos estão a escassez de pescado, a ausência de uma indústria naval estruturada, a fraca capacidade de transformação de recursos marinhos e a falta de investimentos consistentes em transporte e logística.
A conferência procurará, assim, identificar caminhos para superar estas barreiras, com foco na atração de investimento privado, no reforço de políticas públicas eficazes e na promoção de parcerias público-privadas que assegurem o crescimento sustentável do cluster marítimo.
O encontro realiza-se num momento em que o Governo aposta na Estratégia Nacional para o Mar de Angola 2030, que visa transformar o mar num dos pilares do desenvolvimento económico, não apenas como fonte de recursos pesqueiros, mas também como motor para indústrias ligadas à logística, transporte marítimo, energia e turismo costeiro.
Segundo a organização, a conferência pretende também “estimular a cooperação entre o Estado, o sector privado e os parceiros internacionais, de modo a criar um ambiente propício ao investimento e à inovação no aproveitamento sustentável dos recursos marítimos”.





