FIC Luanda 2026 soma 41 projectos nacionais inscritos com concurso ainda aberto até 30 de Agosto

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ANICC apresentou a estrutura da oitava edição do festival a realizadores e produtores, em encontro realizado terça-feira, em Luanda. Curtas-metragens de ficção representam 25 das 41 candidaturas registadas; selecção final será conhecida a 15 de Setembro

O Festival Internacional de Cinema de Luanda registou 41 candidaturas nacionais até ao momento, com as inscrições a decorrerem ainda até 30 de Agosto.

O número foi avançado pela Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (ANICC), afecta ao Ministério da Cultura, num encontro realizado terça-feira, em Luanda, com 20 realizadores, cineastas e produtores da indústria cinematográfica nacional. Das candidaturas registadas para a Competição Nacional, 25 concorrem na categoria de curta-metragem de ficção, 9 em longa-metragem de ficção e 7 em documentário.

O universo é provisório. As candidaturas nacionais abriram a 15 de Julho e encerram a 30 de Agosto, sendo submetidas através da plataforma FilmFreeway, e apenas a 15 de Setembro serão conhecidas as obras seleccionadas. São elegíveis produções angolanas concluídas a partir de 2023 e finalizadas no momento da inscrição, podendo cada filme concorrer numa única categoria.

O FIC Luanda 2026 decorrerá de 28 de Outubro a 2 de Novembro, seis dias ao todo, na capital angolana. A organização prevê a exibição pública de mais de 100 filmes provenientes de pelo menos 18 países, distribuídos por três salas principais e integrados em cinco mostras paralelas. Além da Competição Nacional, o certame contará com uma Selecção Internacional composta por obras convidadas. As salas não são identificadas na informação divulgada.

A programação anunciada inclui ainda sessões especiais, mesas redondas, oficinas criativas e acções de formação e aperfeiçoamento técnico, entre as quais o LUALab, laboratório de escrita e desenvolvimento de projectos cinematográficos que seleccionará seis propostas de longa-metragem de ficção de realizadores e argumentistas angolanos. As candidaturas ao laboratório decorrem até 7 de Setembro e os participantes escolhidos serão anunciados a 14 de Setembro.

O director da ANICC, Asdrúbal Rebelo, situou o certame num quadro de política pública mais vasto, ao afirmar que “a retoma do FIC Luanda faz parte de uma visão mais ampla de valorização e desenvolvimento das indústrias culturais e criativas”.

A execução da edição está entregue à produtora Geração 80. O responsável Jorge Cohen defendeu que o festival deve articular a produção nacional com o exterior, sublinhando a intenção de mostrar trabalho angolano fora do país porque, disse, “queremos que seja de facto um festival internacional”. A agência noticiosa angolana ANGOP identificou Jorge Cohen como director do festival, designação que não coincide com a apresentada pela ANICC.

O regresso do certame ocorre após 12 anos de interrupção e conta com um orçamento de 160 milhões de kwanzas, valores atribuídos por Jorge Cohen em declarações à ANGOP no mesmo dia do encontro com os profissionais do sector. A organização espera reunir mais de 6.000 pessoas. Nenhum destes elementos consta da comunicação divulgada pela ANICC, que enquadra o festival nos objectivos do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027 relativos ao apoio à produção cinematográfica e às indústrias culturais e criativas.

Permanecem por divulgar a composição do júri, os prémios atribuídos, a identificação das salas de exibição e os termos em que a Geração 80 foi designada entidade executora, incluindo o procedimento adoptado e o valor envolvido.

O Festival Internacional de Cinema de Luanda realizou a primeira edição em Novembro de 2008. A edição agendada para Outubro e Novembro deste ano é a oitava e surge, segundo a organização, após três anos de interregno. O certame é uma iniciativa da Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, organismo afecto ao Ministério da Cultura.

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