Boeing 787-10 estreou a 17 de Julho na ligação Luanda–Lisboa, a mais movimentada da rede internacional da companhia angolana. Aeronave com 367 lugares acompanha renovação da frota Dreamliner e aperta a concorrência na principal rota entre os dois países
A TAAG estreou o Boeing 787-10 Dreamliner na rota Luanda–Lisboa, colocando na sua ligação mais disputada uma aeronave de nova geração e apertando a concorrência com a TAP no principal corredor aéreo entre Angola e Portugal.
A entrada em serviço ocorreu a 17 de Julho, sexta-feira, na primeira operação comercial deste modelo nas ligações da companhia à Europa. Antecedeu-a a certificação da aeronave pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), passo que autorizou a integração do Dreamliner nas operações da TAAG para o espaço europeu. Segundo a transportadora, a decisão insere-se no programa de renovação da frota de longo curso e visa responder ao crescimento da procura na ligação a Lisboa.
A rota Luanda–Lisboa é o principal destino intercontinental da TAAG e apresenta, de forma consistente, um dos níveis de ocupação mais elevados da sua rede internacional. É também um mercado partilhado com a TAP, que opera a ligação directa entre as duas capitais com aeronaves Airbus da família A330neo. As duas companhias dominam o tráfego directo entre Luanda e Lisboa, sustentado pelas relações económicas, institucionais, culturais e familiares entre os dois países, e a modernização do produto de bordo da TAAG surge num segmento em que a diferença de conforto entre operadores pesa na escolha do passageiro, sobretudo no tráfego de negócios.
Numa fase inicial, o Boeing 787-10 assegura duas frequências semanais entre Luanda e Lisboa. As partidas do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, realizam-se às sextas-feiras e sábados, em voo nocturno; os regressos do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às sextas e domingos, em voo matinal.
O Presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, enquadrou a operação na transformação da companhia, sustentando que a aeronave representa mais do que uma renovação de equipamento.
“A entrada do Boeing 787-10 na rota de Lisboa representa muito mais do que a introdução de uma nova aeronave. É um investimento na qualidade do serviço, na eficiência operacional e na capacidade da TAAG para ligar Angola aos principais mercados internacionais. Estamos a construir uma companhia mais moderna, mais competitiva e preparada para responder às expectativas dos nossos passageiros e às necessidades de desenvolvimento do País.”
Com capacidade para 367 passageiros, distribuídos por 24 lugares em Classe Executiva e 343 em Classe Económica, o Boeing 787-10 dispensa a cabine de Económica Premium e incorpora, segundo a companhia, uma nova geração de soluções tecnológicas para rotas de longo curso. Todos os lugares dispõem de sistema individual de entretenimento; a Classe Executiva oferece assentos totalmente reclináveis, orientados para o conforto, a privacidade e o descanso.
A aposta no produto de bordo é o terreno em que a TAAG procura equilibrar o confronto com a concorrência. A modernização da frota de topo permite à companhia reter em voos directos os passageiros que, pela qualidade da aeronave, poderiam optar por escalas em outros centros europeus servidos por operadores como a Lufthansa ou a Air France. Com a estreia em Lisboa, a família Dreamliner passa a assegurar as ligações da TAAG para a Europa, a Ásia e as Américas.
A família Dreamliner na TAAG
O Boeing 787-10 é o maior modelo da família 787 e já era operado pela TAAG na rota para São Paulo desde Novembro de 2025, com a mesma configuração de 367 lugares sem Económica Premium. A rota de Lisboa foi, ao longo das últimas semanas, associada pela companhia à estreia europeia do Dreamliner na Europa, primeiro através do processo de certificação junto da AESA. A introdução do modelo acompanha a substituição de aeronaves mais antigas e menos eficientes na frota de longo curso da transportadora.
A TAAG em números
Segundo a companhia, a TAAG disponibiliza actualmente 13 destinos domésticos e 12 internacionais, operando também transporte de carga.





