Governo mexicano responsabiliza autoridades norte-americanas pela morte de cidadãos sob custódia
Casos aumentam tensão entre os dois países em torno das políticas migratórias
O Governo do México apresentou uma queixa criminal contra autoridades dos Estados Unidos na sequência da morte de vários cidadãos mexicanos sob custódia dos serviços de imigração norte-americanos. A medida representa uma escalada na resposta diplomática de Cidade do México, que exige uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos.
Segundo as autoridades mexicanas, a denúncia foi apresentada após a confirmação da morte de migrantes mexicanos detidos em centros de imigração dos Estados Unidos. O Governo considera existirem indícios de negligência e possíveis violações dos direitos humanos, defendendo que as circunstâncias das mortes devem ser esclarecidas pelas autoridades judiciais norte-americanas.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o seu Governo acompanhará de perto as investigações e prestará apoio às famílias das vítimas. O Executivo reiterou que continuará a exigir melhores condições para os cidadãos mexicanos detidos em território norte-americano e o cumprimento das normas internacionais de protecção dos direitos humanos.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos ainda não comentou em detalhe a queixa apresentada, mas tem defendido que os centros de detenção seguem protocolos médicos e de segurança destinados a proteger os migrantes sob custódia.
O caso surge num contexto de forte pressão sobre o sistema migratório norte-americano, marcado pelo aumento do número de detenções na fronteira com o México e por críticas de organizações internacionais relativamente às condições de alguns centros de acolhimento e detenção.
As mortes reacendem o debate sobre a gestão da imigração nos Estados Unidos e poderão aumentar a tensão diplomática entre Washington e Cidade do México, numa altura em que ambos os países procuram reforçar a cooperação no combate à migração irregular e às redes de tráfico de pessoas.





