Por: Paulo Forquilha – economista
Angola volta a marcar presença nos grandes espaços onde se discute a escala económica de África, a atracção de investimento e o papel das empresas e instituições financeiras na transformação do continente. O Africa CEO Forum 2026, realizado em Maio, em Kigali, Ruanda, reuniu líderes empresariais, investidores, decisores públicos e instituições financeiras num momento em que África procura acelerar a integração económica, criar empresas com maior dimensão regional e reforçar a sua capacidade de competir em mercados cada vez mais exigentes. O nosso país marcou presença de alto nível.
A participação angolana neste fórum ganha relevância por acontecer num contexto em que o país procura reforçar a sua presença nos principais espaços de discussão económica do continente. Integraram a delegação nacional o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e representantes do sector financeiro e de instituições económicas estratégicas (Banco Nacional de Angola e o Fundo Soberano Nacional).
Neste enquadramento, a presença do BAI como parceiro oficial do fórum, representado por Luís Lélis, Presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos, contribui para reforçar a visibilidade da banca angolana em África e para posicionar o banco num ambiente de diálogo com decisores, investidores e empresas que acompanham de perto os caminhos do crescimento africano.
A participação do BAI deve ser lida dentro de uma agenda mais ampla que inclui a necessidade de fortalecer o papel das instituições financeiras africanas no apoio ao investimento, à integração regional e à criação de soluções capazes de responder aos desafios de crescimento do continente. Num mercado onde o acesso a financiamento sólido continua a ser uma das grandes limitações para muitas economias, a banca tem um papel importante na estruturação de projectos, no financiamento de cadeias produtivas e na aproximação entre capital, empresas e oportunidades.
É aqui que reside a relevância do Africa CEO Forum: na capacidade de colocar à mesma mesa governos, empresas, bancos e investidores. Para economias como a angolana, este tipo de plataforma permite apresentar oportunidades, estabelecer contactos estratégicos e compreender melhor os critérios que hoje orientam o investimento em África.
A presença do banco angolano, que a nível do continente também opera em Cabo Verde, reforça a leitura de que algumas instituições financeiras nacionais procuram acompanhar a dinâmica regional e participar, de forma mais activa, nos debates sobre a integração económica africana.
O Africa CEO Forum 2026 confirma que a agenda económica do continente exige maior coordenação, mais capital e maior capacidade de execução. A participação angolana, incluindo a presença do BAI como parceiro oficial, mostra que o país procura estar integrado nesta conversa e acompanhar os movimentos que estão a definir o futuro económico de África.





