Memorando “Ondaka” prevê apoio a mais de mil empresas e disponibilização de até 80 milhões de dólares. Protocolo assenta em três pilares: acesso ao mercado, capacitação empresarial e acesso a financiamento
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e o Standard Bank de Angola (SBA) assinaram a 14 de Maio de 2026, em Luanda, um memorando de entendimento para apoiar empresas angolanas de conteúdo local do sector petrolífero. O protocolo, denominado “Ondaka” — palavra da língua nacional Umbundu —, prevê a capacitação técnica e organizacional dessas empresas com o objectivo de as tornar elegíveis para financiamento bancário e participação em grandes contratos da indústria.
Ao longo da vigência do memorando, as partes pretendem apoiar mais de mil empresas de conteúdo local registadas na ANPG e disponibilizar até 80 milhões de dólares em financiamento.
O programa estrutura-se em torno de três eixos. O primeiro abrange o acesso ao mercado e a integração em cadeias de valor locais e globais, aproveitando a presença do SBA no Grupo Standard Bank para facilitar a ligação das empresas angolanas a operadores e ao ecossistema económico do sector.
O segundo eixo centra-se no desenvolvimento de capacidades empresariais, com programas de formação em gestão, compliance e ESG, acções de mentoria e reforço da estrutura organizacional e técnica das empresas beneficiárias.
O terceiro eixo é financeiro e inclui o acesso facilitado a crédito, produtos estruturados para a execução contratual e soluções de apoio ao crescimento sustentável das empresas.
Paulino Jerónimo, presidente do conselho de administração da ANPG, afirmou que o memorando “actua directamente sobre a capacidade efectiva das empresas nacionais para competir, crescer e gerar valor de forma sustentada”, sublinhando que o desenvolvimento do conteúdo local “exige uma articulação entre reguladores, operadores, sector financeiro e tecido empresarial.”
Luís Teles, CEO do SBA, acrescentou que o protocolo visa “elevar padrões de governação e compliance, acelerar a capacidade técnica, abrir portas ao financiamento estruturado e ligar empresas angolanas às grandes cadeias de valor do sector a nível global.”





