O ministro da Cultura, Filipe Zau, recebeua Vice-Prefeita da cidade de Newark (Nova Jérsia), Lígia de Freitas, num encontro centrado no reforço do intercâmbio cultural entre Angola e os Estados Unidos da América, com especial enfoque na dinamização de acções que visem a candidatura do semba a património imaterial e cultural da humanidade.
Em visita oficial a Angola desde sexta-feira, a convite da American Schools of Angola, Lígia de Freitas abordou igualmente questões relacionadas com o Dia Internacional do Jazz, a celebrar-se a 30 de Abril, bem como iniciativas orientadas para a valorização dos artistas e para o fortalecimento de projectos culturais no quadro da cooperação bilateral.
A agenda da Vice-Prefeita incluiu uma acção de relevante impacto social e educativo na península do Mussulo. Na terça-feira (24), visitou a Escola Primária 9045, onde anunciou a oferta de um tablet a cada um dos 420 alunos da instituição. A iniciativa visa contribuir para a melhoria da qualidade do ensino e incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, como inglês, francês e mandarim, em articulação com a American Schools of Angola, entidade que apoiou a instalação de internet na escola.
Durante a sua estadia em Luanda, Lígia de Freitas participou igualmente no lançamento do álbum Kizombada, do músico Mister Nino, evento que reuniu destacadas figuras da música angolana e membros do corpo diplomático acreditado no país. Assistiu ainda ao espectáculo ao vivo de Grace Évora, iniciativa de sensibilização e solidariedade em apoio às vítimas das cheias ocorridas em Moçambique e em Cabo Verde.
Lígia de Freitas exerce funções como Vice-Prefeita da cidade de Newark, sob a liderança do Presidente da Câmara Ras J. Baraka, coordenando matérias ligadas à diáspora e às relações internacionais. É reconhecida como a primeira mulher de herança africana a ocupar o cargo, simbolizando o compromisso daquela cidade com a inclusão, a diversidade e a valorização da multiculturalidade.
A geminação entre as cidades de Newark e Luanda reveste-se de particular importância por consolidar um quadro formal e contínuo de cooperação institucional, criando condições para uma agenda regular de intercâmbios culturais, educativos e criativos. Esta parceria reforça a diplomacia cultural, amplia oportunidades para artistas e jovens e fortalece os laços entre instituições e comunidades, contribuindo para a projecção internacional das expressões culturais angolanas, com especial destaque para o semba.
“Esta geminação não é apenas um acordo institucional: é uma ponte viva entre comunidades, oportunidades e identidades. Quando Newark e Luanda caminham juntas, ganham os artistas, ganham os jovens e ganha a cultura como ferramenta de desenvolvimento e aproximação entre povos”, afirmou o Dr. Marcos Agostinho.




