Sonangol reafirma meta de 1 milhão de barris/dia e alerta para transição energética “justa”

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A Sonangol comprometeu-se a manter Angola como um dos principais produtores de petróleo em África, garantindo que a produção nacional se mantenha acima de 1 milhão de barris por dia, meta definida pelo Governo para sustentar a economia e assegurar receitas fiscais.

O anúncio foi feito pelo Presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal, Sebastião Gaspar Martins, durante a Conferência Angola Oil & Gas 2025, que decorre esta semana em Luanda. Segundo o responsável, além da produção, a Sonangol continuará a estar envolvida “na maioria das concessões em exploração e produção no país”, preservando o seu estatuto de empresa âncora da indústria.

Entre as prioridades, Sebastião Martins destacou a aposta em refinação, para que Angola alcance a auto-suficiência em combustíveis, e em capital humano, considerado determinante para a sustentabilidade do sector.

O gestor reforçou ainda o compromisso com a transição energética, mas advertiu que esta deve ser “justa e adaptada à realidade nacional”. “Angola é um país de petróleo e gás, com recursos que não podem ser ignorados. A transição energética tem de salvaguardar o aproveitamento desses activos, sem comprometer o desenvolvimento económico”, sublinhou.

Angola produz actualmente cerca de 1,1 milhão de barris por dia, mas enfrenta o declínio natural de blocos maduros. Para contrariar esta tendência, foram aprovados incentivos fiscais e criados novos modelos contratuais para atrair investimentos. Nos últimos dois anos, projectos como o FPSO Agogo (Bloco 15/06) e a extensão do CLOV (Bloco 17) reforçaram a produção, enquanto novos investimentos em exploração, como o Projecto Kaminho (Bloco 20/11), asseguram perspectivas de médio prazo.

A AOG 2025 reúne mais de 2.000 delegados e líderes de 40 países, incluindo ministros, executivos das maiores petrolíferas globais e representantes de empresas de serviços. Realizada sob o lema “Angola 50 anos: Petróleo e Gás como Motor de Desenvolvimento”, a conferência posiciona-se como a principal plataforma de debate sobre o futuro energético do país, integrando temas como transição energética, exploração em águas profundas e conteúdo local.

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