Curta sobre o satélite perdido AngoSat-1 concorre em Luanda depois de prémios no estrangeiro

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“As Aventuras do Angosat”, de Resem Verkron e Marc Serena, integra a Competição Nacional de Curtas do Festival Internacional de Cinema de Luanda. A produção contabiliza 17 prémios internacionais desde a estreia em Nova Iorque, em Maio de 2025.

A curta-metragem “As Aventuras do Angosat”, co-produção entre Angola e Espanha, foi seleccionada para a Competição Nacional de Curtas do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda). O festival decorre de 28 de Outubro a 2 de Novembro. Segundo a produção, o filme soma 17 prémios internacionais.

Entre as distinções nomeadas no comunicado estão o Prémio do Público no FestIN, em Portugal, o Prémio do Júri no Africlap, em França, e o Prémio PALOP no Kugoma, em Moçambique, todos em 2025. Este ano, o filme recebeu os prémios do Júri e do Público no Look&Roll Festival, na Suíça. A estreia internacional foi a 18 de Maio de 2025, no New York African Film Festival, segundo o programa do festival, que indica uma duração de 35 minutos.

Do satélite ao quarto de Man Ré

O ponto de partida é o AngoSat-1, o primeiro satélite angolano. Foi lançado a 26 de Dezembro de 2017, a partir do cosmódromo de Baikonur. Perdeu o contacto com a Terra pouco depois de entrar em órbita e foi declarado perdido em Abril de 2018. Foi substituído pelo AngoSat-2, lançado em Outubro de 2022.

No filme, o episódio alimenta o sonho de Man Ré, um jovem que imagina sair do quarto e viajar pelo espaço. A obra foi filmada num único plano-sequência no Cazenga e cruza ficção, música urbana e uma estética próxima do afrofuturismo. Os realizadores descrevem-na como uma ópera hip-hop.

A história nasceu nos palcos, com encenação de Fernanda Farah, antes da adaptação ao cinema. Isis Hembe interpreta Man Ré, assina o argumento e divide a música com João Carlos Domingos. A co-produção é da angolana Anim’Art e da espanhola Fora de Quadre.

O angolano Resem Verkron, que assina também a direcção de fotografia, está ligado ao colectivo de arte urbana Verkron e à Geração 80, a entidade que executa o FIC Luanda. O catalão Marc Serena vem do jornalismo e tem trabalhos dedicados a histórias do continente africano.

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