Pyongyang acusa Estados Unidos e aliados de agravarem as tensões na Ásia-Pacífico
Regime afirma que continuará a fortalecer capacidades militares perante o que considera ameaças externas
A Coreia do Norte condenou as conclusões da mais recente cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), acusando os Estados Unidos e os seus aliados de intensificarem as tensões na região da Ásia-Pacífico. Num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Pyongyang prometeu continuar a reforçar as suas capacidades de defesa para salvaguardar a soberania nacional.
Segundo o regime norte-coreano, a NATO está a expandir a sua influência para além da Europa e a procurar criar um bloco militar dirigido contra países como a Coreia do Norte, a China e a Rússia. As autoridades classificaram a estratégia da Aliança como um factor de instabilidade internacional e acusaram Washington de promover uma política de confronto.
O comunicado surge na sequência da cimeira da NATO, durante a qual os líderes da Aliança reiteraram preocupações com os programas nuclear e balístico da Coreia do Norte e reforçaram a cooperação com parceiros da região do Indo-Pacífico, incluindo o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia.
Pyongyang afirmou que continuará a desenvolver as suas capacidades militares e de dissuasão, argumentando que essas medidas são necessárias para responder às actividades militares dos Estados Unidos e dos seus aliados. O regime sustenta que os exercícios militares conjuntos realizados na região representam uma ameaça directa à segurança norte-coreana.
As declarações surgem num contexto de crescente aproximação entre a Coreia do Norte e a Rússia, bem como de reforço da cooperação militar entre os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão. Nos últimos meses, Washington e os seus aliados intensificaram exercícios militares conjuntos e aprofundaram a coordenação em matéria de defesa face ao aumento dos testes de mísseis conduzidos por Pyongyang.
A comunidade internacional continua a manifestar preocupação com o avanço dos programas de armamento da Coreia do Norte, enquanto as negociações sobre a desnuclearização permanecem paralisadas. Analistas consideram que a troca de acusações entre Pyongyang e a NATO reflecte o agravamento das rivalidades geopolíticas e a crescente polarização no cenário internacional.





