As Reservas Internacionais do país estão, neste momento, calculadas em 15,9 mil milhões de dólares, segundo base de dados do Banco Nacional de Angola (BNA).
O valor representa a capacidade de Angola suportar mais de sete meses de importação em caso de crise dos mercados globais.
A convergência de países da SADC, por exemplo, recomenda, entre 4 e 5 meses, o stock de reservas para importação em casos extremos, o que mostra alguma almofada por parte de Angola ante às recomendações internacionais.
Dados mostram que, no final do mês de Janeiro (29), as Reservas Internacionais eram de 16,1 mil milhões, período de maior alta neste arranque do ano.
O BNA fez saber ainda que, no final do mês de Janeiro, o país tinha um stock de reservas em ouro e Direitos de Saque Especial (DSE) avaliados em 2,9 biliões de kwanzas, enquanto os depósitos sobre não residentes representaram um valor de 4,6 biliões de kwanzas.
Crédito à economia
Em Dezembro de 2025, o crédito bruto ao sector não financeiro cifrou-se em 9 biliões de kwanzas. O aumento registado é de cerca de 1,2 bilião de kwanzas (15,7 por cento), quando comparado ao período homólogo. Do referido valor, 86,6 por cento representou o endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) e 13,4 por cento o endividamento do sector público (administração pública e empresas públicas). O stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 7,4 biliões de kwanzas em Dezembro, registando um aumento de 1,4 bilião de kwanzas (22,6 por cento) face ao período homólogo de 2024.
O endividamento do sector público não financeiro totalizou 1,2 bilião de kwanzas, dos quais 62,5 por cento referentes à administração pública e 37,5 por cento às empresas públicas. Comparativamente ao período homólogo, registou-se uma expansão de 329,0 mil milhões de kwanzas.
Ainda, segundo dados do banco central angolano, o endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) registou um aumento de 892,2 mil milhões de kwanzas (12,9 por cento), ao passar de 6,9 biliões de kwanzas em Dezembro de 2024 para 7,8 biliões de kwanzas em Dezembro de 2025, sendo que o endividamento das empresas privadas não financeiras foi correspondente a 6,1 biliões, com um aumento de 571,7 mil milhões de kwanzas (10,3 por cento) e o endividamento dos particulares correspondeu a 1,7 bilião de kwanzas, com um aumento de 320,5 mil milhões de kwanzas (23,4 por cento).
Inclusão financeira
Recentemente, o BNA fez saber que o KWiK, a nova solução nacional de pagamentos instantâneos, registou 3,5 milhões de transferências no montante de 74,5 mil milhões de kwanzas, em Dezembro de 2025, afirmando-se como um dos pilares da modernização do Sistema de Pagamentos de Angola e da inclusão financeira.





