Três municípios registaram variações homólogas superiores a 6.000% entre Janeiro de 2025 e Janeiro de 2026, segundo dados da DPFL
Três municípios da província de Luanda apresentaram taxas de crescimento extraordinárias na arrecadação de receitas próprias entre Janeiro de 2025 e Janeiro de 2026, segundo o balanço divulgado pela Delegação Provincial de Finanças de Luanda (DPFL).
O município do Samba lidera a lista com um crescimento de 9.275%, passando de 0,63 milhões de Kz arrecadados em Janeiro de 2025 para 58,77 milhões de Kz em Janeiro de 2026.
Logo atrás está o Mussulo, com uma variação homóloga de 9.062%: de 0,66 milhões de Kz para 60,32 milhões de Kz no mesmo período comparativo.
O Hoji ya Henda completa o pódio com 6.602% de crescimento, saltando de 0,57 milhões de Kz para 38,10 milhões de Kz.
Estes números contrastam fortemente com o desempenho de unidades orçamentais tradicionalmente mais robustas. O município de Talatona, por exemplo, registou um crescimento de apenas 13% (de 74,15 milhões Kz para 83,71 milhões Kz), enquanto a Unidade Técnica de Gestão do Saneamento de Luanda registou uma quebra de 43% na arrecadação (de 19,72 milhões Kz para 11,18 milhões Kz).
A DPFL não apresentou, durante o seminário, uma análise específica sobre os factores que explicam os crescimentos exponenciais nos três municípios periféricos. Contudo, o documento técnico distribuído aos participantes sugere que a “expansão da base tributária municipal” e o aumento da fiscalização sobre licenciamentos e serviços administrativos podem estar entre as causas.
No acumulado de 2025, o Samba arrecadou 144.146.890,00 Kz (2,11% do total municipal), o Mussulo colectou 156.825.324,00 Kz (2,30%) e o Hoji ya Henda registou 235.181.605,00 Kz (3,45%), ficando todos na segunda metade da tabela de desempenho entre os 16 municípios da província.





