O Centro de Ciência de Luanda (CCL) organiza no dia 31 de Janeiro, a 19ª edição do “Estórias no Imbondeiro”, um encontro geracional que interliga jogos tradicionais, estórias da tradição oral angolana, percussão ao vivo e videomapping. O evento decorre das 17 às 19 horas nas instalações do CCL, na Marginal de Luanda.
No próximo Sábado, 31 de Janeiro, o CCL reúne público de várias idades em mais um “Estórias no Imbondeiro”. Esta actividade acontece no último sábado de cada mês e oferece momentos marcados por literatura oral, música e jogos tradicionais, promovendo o espírito de partilha, diálogo entre património cultural e novas linguagens.
Com entrada gratuita, o evento democratiza o acesso à cultura, proporcionando a pessoas de diferentes origens e faixas etárias a oportunidade de vivenciar a literatura, a arte e a ciência, reafirmando o papel do CCL como um espaço inclusivo de promoção do conhecimento e da cultura.
Para esta edição, foram seleccionados cinco contos: “O Coelho Branco”, “A Lagoa do Avô Leão”, “Os Ratos da Aldeia”, “O Coelho e o Cágado” e a “A Menina e o Crocodilo”. A leitura e representação destas histórias da tradição oral angolana será conduzida pelo professor José Luís Mendonça, coordenador da “Estórias no Imbondeiro”.
Esta edição será aberta por um jogo tradicional, o “Calassa/Kalassa”, que em cokwe significa amigo/companheiro. Esta novidade do “Estórias no Imbondeiro” pretende valorizar a criatividade, recorrendo a uma bola feita de meias e sacos de plástico, como nos velhos tempos.
Jogada por dois grupos de quatro elementos cada, a actividade dura entre 30 e 60 minutos, e centra-se numa lógica acumulativa e cooperativa que estimula a confiança, a ligação comunitária e a dinâmica colectiva. Ganha o grupo que alcançar 35 vitórias.
A sessão de estórias da tradição oral angolana, será conduzida pelo professor e escritor José Luís Mendonça, coordenador do projecto. O evento conta igualmente com a habitual participação de Samuel Curti, percussionista profissional, bailarino e director do Biemba Juvenil – Atelier de percussão, com três décadas de experiência. Nesta edição, o músico usará os instrumentos como comentário sonoro e criação de atmosfera. Haverá também um momento pedagógico sobre os chocalhos tradicionais angolanos, em particular sobre os que usam nos punhos e que são usados em danças, cerimónias e rituais de distintos grupos etnolinguísticos do país.
Se o clima estiver favorável, haverá ainda lugar a uma projecção de videomapping, às 19 horas. A sessão dará ao público presente uma leitura contemporânea do universo cultural angolano, reafirmando a ponte entre tradição e inovação.
Com esta iniciativa, o CCL demonstra a sua preocupação em resgatar as tradições e os valores culturais, preservando a identidade colectiva e promovendo o respeito pelo património histórico, enquanto estimula a sua valorização pelas novas gerações.





