A Lobito Atlantic Railway (LAR) garantiu financiamento de 753 milhões de dólares junto da US International Development Finance Corporation (DFC) e do Development Bank of Southern Africa (DBSA) para modernização da linha ferroviária de 1.300 quilómetros que liga o Terminal Minereiro do Porto do Lobito a Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo.
O anúncio foi feito terça-feira em Washington e representa o maior investimento na infra-estrutura desde a atribuição da concessão de 30 anos ao consórcio formado pelas europeias Trafigura, Mota-Engil e Vecturis.
Os recursos serão aplicados na reabilitação da via-férrea, oficinas, sistemas de sinalização e material circulante, visando reforçar a capacidade, eficiência e fiabilidade da rota de escoamento de minerais extraídos no Copperbelt congolês para os mercados internacionais através do Oceano Atlântico.
“Este financiamento representa um marco determinante na ambição de posicionar o Corredor do Lobito como a principal rota comercial de África”, afirmou Nicholas Fournier, director executivo da LAR. “Os recursos agora assegurados vão permitir aumentar significativamente a capacidade, melhorar a eficiência operacional e reforçar a conectividade económica em Angola e em toda a região.”
A linha férrea serve empresas mineiras, operadores logísticos, comerciantes regionais e agentes económicos que necessitam de escoar metais e minerais críticos extraídos na RDC. Para além da função exportadora, o corredor assume papel central como porta de entrada de importações, posicionando-se como catalisador do crescimento económico na África Subsaariana.
O Porto do Lobito, operado directamente pela LAR, é considerado um dos menos congestionados da costa atlântica, oferecendo vantagem competitiva face a rotas alternativas através dos oceanos Índico ou Pacífico.
O financiamento ocorre num contexto de crescente interesse geopolítico no Corredor do Lobito, que tem recebido atenção dos Estados Unidos e da União Europeia como alternativa estratégica às rotas dominadas por capitais chineses na região mineira centro-africana.





