A Conferência Internacional de Inteligência Artificial (CIIA) arrancou esta quarta-feira, em Luanda, reunindo especialistas, académicos, empresários e decisores políticos para discutir os desafios e oportunidades da transformação digital especialmente em Angola.
Na abertura, Benjamin Stevenson, adido norte-americano para Educação e Cultura, destacou o papel crescente da inteligência artificial no desenvolvimento económico e social, onde incentivou Angola a continuar a construir um ecossistema digital de investigação e inovação tecnológica de qualidade, sem esquecer, no entanto, a importância da ética, transparência e respeito pelos direitos humanos no uso da IA.
O representante da embaixada dos Estados Unidos realçou que Angola demonstra um dinamismo crescente, com centros de inovação, universidades activas na pesquisa tecnológica e jovens programadores com capacidades para desenvolver soluções próprias: “Angola tem condições para que os seus quadros em IA prosperem, desde que haja liberdade, responsabilidade e formação adequada”.
Por sua vez, Euclides Agapito, porta-voz da CIIA, discutsou brevemente sobre a necessidade de África assumir protagonismo na criação de tecnologias e não apenas na sua utilização. Directo e objectivo, Euclides Agapito defendeu a construção de uma soberania digital capaz de definir regras próprias tendo como prioridade parcerias equitativas que promovam transferência de conhecimento e capacitação local.
Com enfoque no fortalecimento do ecossistema de tecnologia e inovação – constituída por sessões práticas sobre aplicações de IA na agricultura, saúde, inclusão financeira e segurança digital –, a conferência que decorre nos dias 4 e 5 de dezembro procura posicionar Angola e África como actores centrais na construção de um futuro digital mais justo, seguro e competitivo.





