Empresa avança com serviços de valor acrescentado, incluindo orchestration de contêineres e futura disponibilização de unidades de processamento gráfico, colocando Angola no mapa das tecnologias de ponta.
A Angola Cables não se está a limitar a oferecer armazenamento básico em cloud. No evento de lançamento do nó “Luanda-02”, realizado na última sexta-feira, 28 de Novembro, a empresa anunciou a integração de um leque de serviços tecnológicos avançados na sua plataforma “Clouds2Africa”, designadamente o Kubernetes para orquestração de contêineres e a futura disponibilização de GPUs (Unidades de Processamento Gráfico).
“Trazemos o orquestrador automático de contêineres, que é o Kubernetes, e brevemente vamos ter também GPUs”, afirmou Júlio Chilela, Director de Inovação Tecnológica. Estas ferramentas são fundamentais para o desenvolvimento de aplicações modernas, escaláveis e complexas, particularmente no domínio da Inteligência Artificial, machine learning e renderização de gráficos de alta performance, sectores até agora maioritariamente dependentes de infraestruturas estrangeiras.
A empresa detalhou ainda o serviço “Cloud Interconnect”, uma inovação desenvolvida pelos seus “técnicos angolanos” que permite interligar a “Clouds2Africa” com outras plataformas de cloud pública. Esta funcionalidade permite que uma empresa tenha, por exemplo, os seus dados sensíveis alojados em Angola, por questões de soberania e compliance, e os restantes noutra cloud internacional, gerindo tudo como um único ambiente. “Conseguimos com isso garantir a parte da soberania dos dados em que os dados angolanos ficam dentro da Angola e os dados internacionais podem ficar lá fora”, explicou o CEO, Ângelo Gama. Esta abordagem híbrida é vista como um argumento decisivo para atrair grandes empresas multinacionais e instituições financeiras.




