Shell assina novo contrato com a ANPG e anuncia investimento de mil milhões USD em exploração petrolífera

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A Shell reforçou a sua presença em Angola com a assinatura de um novo contrato de exploração com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), que prevê um investimento inicial de mil milhões de dólares. O acordo consolida a confiança da petrolífera britânica-holandesa nas reformas estruturais e na estabilidade regulatória do sector energético angolano, abrindo caminho para novas descobertas em águas ultraprofundas.

A cerimónia de assinatura decorreu em Luanda, na presença do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, e contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, e do Vice-Presidente Executivo da Shell, Eugene Okpere.

“Angola é um parceiro estratégico para a Shell. Este acordo marca uma nova etapa de colaboração que alia inovação, sustentabilidade e compromisso com o crescimento do país”, afirmou Okpere, sublinhando que a companhia tenciona “mobilizar tecnologia e experiência global para garantir operações eficientes e seguras”.

O contrato confere à Shell um papel de destaque na exploração dos Blocos 19, 34 e 35, além de outros 14 blocos em águas ultraprofundas localizados nas bacias do Congo, Kwanza e Benguela, em consórcio com a Sonangol E&P e a Equinor. O investimento destina-se à aquisição sísmica e à perfuração de poços exploratórios, etapas fundamentais para identificar novas reservas e sustentar a meta nacional de manter a produção acima de um milhão de barris diários.

Segundo Paulino Jerónimo, o acordo “confirma o sucesso do novo modelo de governação do sector, que garante previsibilidade, transparência e competitividade”. O responsável destacou ainda que a entrada da Shell em novos blocos “é um sinal de que Angola continua a ser um destino prioritário para o investimento global em petróleo e gás”.

O retorno em força da Shell insere-se no esforço de diversificação e modernização da indústria petrolífera angolana, num contexto em que o país procura equilibrar a expansão da produção com políticas de transição energética e sustentabilidade. O movimento reforça também a integração de Angola nas cadeias globais de energia e posiciona o país entre os principais mercados africanos para investimento no sector.

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