O Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) realiza no próximo dia 23 de Setembro, às 8h40, no Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), um painel temático para assinalar o 50.º Aniversário do 14 de Agosto — Dia da Banca Nacional, um marco histórico que coincide com as comemorações dos 50 anos da Independência Nacional.
O encontro deverá reunir cerca de 200 convidados, entre dirigentes do sector financeiro, representantes de organismos públicos e internacionais, especialistas e parceiros estratégicos, para reflectir sobre os principais desafios e conquistas da banca nacional. A mesa-redonda vai abordar temas estruturantes como Negociação Colectiva, Digitalização e Inteligência Artificial, Ética e Deontologia Profissional e Responsabilidade Social da Banca Pública — temas que espelham o novo momento do sector financeiro angolano.
Mais do que uma efeméride, o painel propõe-se avaliar o papel da banca nacional como motor de desenvolvimento económico num período de profundas transformações, que vão desde a inovação tecnológica à modernização das relações laborais. O evento dará igualmente destaque à importância da formação e valorização do capital humano num sistema bancário em rápida evolução.
Contexto histórico
O Dia da Banca Nacional assinala a dissolução, em 14 de Agosto de 1975, dos órgãos sociais dos bancos comerciais em Angola — excepto o Banco de Angola — e a criação de Comissões de Gestão coordenadas pela Comissão Coordenadora da Actividade Bancária (CCAB), para evitar o colapso das reservas de divisas na fase final do processo colonial. Desde 1980, esta data passou a ser celebrada oficialmente, sob proposta do então governador do BNA, José Carlos Victor de Carvalho.
A história da banca em Angola remonta a 1865, com a sucursal do Banco Nacional Ultramarino, mais tarde substituída pelo Banco de Angola, criado em 1926. O período pós-Independência foi marcado por nacionalizações e reestruturações que deram origem ao sistema bancário angolano moderno.
Com este evento, o SNEBA pretende reafirmar o papel estratégico da banca na economia, reforçar a memória histórica do sector e projectar as tendências que moldarão o futuro, incluindo novas formas de inclusão financeira, inovação digital e compromisso social.





