As empresas do Sector Empresarial Público (SEP) mantêm cerca de 55,7 mil trabalhadores em 2024, um número praticamente estável face a 2023. Segundo o relatório agregado apresentado no Encontro do SEP, os transportes e armazenagem continuam a ser o maior empregador, seguidos das indústrias extractivas e dos serviços financeiros.
Apesar da estabilidade laboral, os indicadores de rentabilidade, como o retorno sobre capitais próprios (ROE) e activos (ROA), mostram tendência de queda em sectores chave como electricidade, construção e água e saneamento. Na leitura da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, esta é a razão para “racionalizar, reestruturar ou privatizar” empresas inviáveis. “O esforço de todos os angolanos – expresso nos impostos que pagam – deve converter-se em empresas sólidas, capazes de gerar valor”, disse no encerramento.
O discurso reflecte o desafio de transformar a estabilidade no emprego em ganhos de eficiência e inovação. Fontes próximas do processo sublinham que programas de formação e transferência de tecnologia serão críticos para reverter a queda da produtividade e permitir que o SEP se torne “solução, e não problema”, como afirmou a ministra.





