A segunda expedição turística internacional “Raid Okavango”, aberta no sábado, na província do Huambo, juntou mais de 100 turistas nacionais, namibianos, portugueses, santomenses, espanhóis, chineses, sul-africanos e alemães, no âmbito da promoção e divulgação das potencialidades turísticas de Angola.
O roteiro turístico, que arrancou na nascente do rio Cubango (Kavango), no município da Chicalacholohanga, no Huambo, teve uma passagem pela Nossa Senhora do Monte, na Caála, Barragem do Gove, município do Cuima e no final os turistas partiram para o município de Chipindo, província da Huíla, em direcção ao Okavango, com destino ao bico de Angola, na província do Cuando.
Em declarações ao Jornal de Angola, o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para Gestão da Região Angolana do Okavango (ANAGERO), Rui Lisboa, disse que o Raid Okavango, que já vai na sua segunda edição, tem como finalidade a promoção e divulgação das potencialidades turísticas da componente angolana do projecto Transfronteiriço Okavango-Zambeze.
Rui Lisboa explicou que a segunda edição do “Raid Okavango” não foge muito da anterior, realizada no ano passado, em que participaram centenas de turistas nacionais e estrangeiros.
“Trata-se de uma aventura sobre rodas, num périplo de aproximadamente 11 dias, isto é, de 13 a 23 de Setembro de 2025, onde os participantes são transportados em viaturas 4×4 e devidamente equipadas, que irão percorrer cerca de 2 mil quilómetros desde a nascente do rio Cubango, na localidade da Chicalacholohanga, província do Huambo, até ao bico de Angola, no Cuando e Cubango, passando ainda pela província do Bié”, informou.
Rui Lisboa realçou, por outro lado, que a segunda edição do Raid Okavango é uma desafiante e prazerosa aventura, onde os turistas participantes irão desfrutar de toda a riqueza natural daquela parte do país.
O PCA da ANAGERO, Rui Lisboa, sublinhou que o potencial turístico de Angola está situado na área nacional referente ao projecto fronteiriço Okavango-Zambeze, que é também integrado pela Namíbia, Zimbabwe e Botswana, que tencionam, desde sempre, estabelecer uma zona de conservação e turismo de alcance mundial.
O turista Filipe Santos, de nacionalidade portuguesa, frisou que concretizou o sonho de conhecer a província do Huambo, sobretudo as paisagens da Barragem do Gove, que por sinal só ouvia falar e nunca chegou a conhecer, apesar de estar em Angola há mais de sete anos.
Mais investimentos
O chefe do Departamento do Gabinete Provincial do Huambo do Turismo e Cultura, Anilson Ernesto, disse que eventos desta natureza têm muita importância, pelo facto destes locais turísticos exaltarem as potencialidades que o Planalto Central oferece, para possível captação de investimentos, através da promoção e divulgação das riquezas naturais da região.
Anilson Ernesto revelou que a província do Huambo tem mais de 200 pontos turísticos, que precisam de ser explorados, por intermédio do investimento do sector privado, com vista a gerar novos postos de trabalho para os jovens.




