Refinaria de Cabinda cumpre agora fase de comissionamento

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O processo de comissionamento da Refinaria de Cabinda está consubstanciado num conjunto de testes até ser alcançada a qualidade dos produtos a serem comercializados dentro dos padrões internacionais de qualidade, garantiu recentemente, em Luanda, o administrador executivo da Gemcorp, Arsénio Chicolomuenho.

O responsável prestou essas declarações ao Jornal de Angola, revelando que a breve trecho o mercado nacional vai começar a sentir os efeitos positivos do início da primeira fase de produção do equipamento.

Arsénio Chicolomuenho recordou que 30 por cento do financiamento do projecto goza da modalidade de capitais próprios dos accionistas (equity), en- quanto os cerca de 70 por cento foram financiados por um consórcio de bancos e instituições financeiras africanas e internacionais, o que, no seu dizer, configura um “modelo inovador em África”, que foi decisivo para a implementação de um “projecto com esta complexidade”.

O administrador executivo da Gemcorp enalteceu o facto de a instituição, detentora de 90 por cento do capital social, e a Sonangol, accionista com 10 por cento, terem merecido a confiança de cinco grandes instituições financeiras africanas e internacionais, como o Africa Finance Corporation (AFC), o Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank), a Autorização de Débito em Conta (ADC), o Arab Bank for Economic Development in Africa (BADEA) e localmente o Banco de Fomento Angola (BFA). 

O consórcio bancário internacional, de acordo com Arsénio Chicolomuenho, financiou a construção da primeira fase da Refinaria, com cerca de 335 milhões de dólares. “Tal como como já tornámos público, os accionistas (Gemcorp e Sonangol) financiaram o empreendimento com 138 milhões de dólares”, disse.

Empregabilidade

Arsénio Chicolomuenho informou que durante a construção da primeira fase da Refinaria de Cabinda foi possível criar 3.300 empregos, uma força de trabalho constituída por 87 por cento de cidadãos angolanos, que tiveram a oportunidade de serem formados no âmbito da própria implementação do projecto.

Conforme avançou, “temos formado mais de 700 profissionais” os mesmos que vão garantir o processo de operação da Refinaria de Cabinda.

“É um orgulho ver angolanos a receberem qualificações necessárias para operarem uma maquinaria como é a Refinaria de Cabinda, que, nesta primeira fase, deverá refinar essencialmente quatro produtos, isto é, o gasóleo, a nafta, o fuel óleo pesado e os combustíveis para a aviação Jet A1”, avançou.

Quanto à possibilidade de novos investimentos,  disse que o sucesso da implementação da primeira fase da Refinaria deverá dar dados suficientes para que seja reiterada a confiança do consórcio bancário que financiou o projecto.

Angola deu importantes passos no sentido de manter os níveis de produção acima de um milhão de barris de petróleo por dia, em função da recente entrada em funcionamento dos projectos Begónia, Clov Fase 3 e Agogo, no quadro do programa de produção incremental, além do projecto Kaminho, que começa a produzir em 2028.

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