A Protteja Seguros fechou o ano de 2024 com resultados líquidos de 400 milhões de kwanzas, representando um crescimento na ordem de 80 por cento do activo, revelou, segunda-feira, em Luanda, o presidente do Conselho da Administração (PCA).
Kianda Troso apresentou os resultados no quadro de uma entrevista conjunta prestada ao Jornal de Angola e ao Jornal Economia & Finanças, em que também perspectivou continuar aumentar os fundos próprios da seguradora, nos próximos dez anos, com vista a figurar entre as três maiores seguradoras do país.
Em relação aos efeitos alcançados, Kianda Troso, ressaltou que actualmente a empresa consolidou a sua posição com um prémio bruto emitido, alcançando um volume de receitas superior a 13 mil milhões de kwanzas, sendo que a quota, nesta altura, coloca a empresa entre a sétima e oitava posição no mercado.
Embora seja visível o esforço foi feito pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) em proceder mudanças significativas, de acordo com a fonte, é preciso aplicar a componente da fiscalização e monitoramento no sector para ajudar a atingir ou superar os 3 por cento da taxa de penetração propostos pela reguladora.
Por outro lado, assegurou igualmente que a operadora que actua no ramo Não Vida, vai continuar em estratégias do segmento particular já que as empresas apresentam limitações neste subsector.
Apesar da perda do poder de compra das famílias, realçou o PCA, a estratégia vai continuar a “redesenhar” os produtos com base na realidade das famílias angolanas, uma vez que o mercado informal local leva vantagem, o que impede as empresas do sector aplicarem soluções para este segmento.
Além dos dez tipos de seguros consumidos pelas famílias, em Angola, Kianda Troso também defende a consideração necessária de um modelo de seguro que salvaguarda a dignidade em caso de morte.
Segundo o gestor, o mercado tem sido muito desafiador, tendo em conta as questões económicas, mas, apesar disso, a perspectiva atingiu os 100 mil clientes com desenvolvimento de projectos tecnológicos, em 2025/2026, que visa superar os cerca de 17 mil existentes, actualmente, na base de dados da empresa.





