Angola vai adquirir anualmente 180 mil toneladas de fertilizantes no Reino de Marrocos, processo que vai perdurar por um período de cinco anos, com o objectivo de estabilizar a disponibilidade da produção de cereais no mercado interno.
Segundo informações obtidas pelo Jornal de Angola, junto do Ministério da Agricultura e Florestas, a quantidade, que o Angola vai comprar mais fertilizantes importados pelo sector Privado, vai permitir proporcionar a maior quantidade disponível para o sector Produtivo do país.
Para que Angola registe a produção de cereais com volumes significativos para atender a população, muitas acções estão a ser desenvolvidas como forma de incentivo aos produtores nacionais e famílias agrícolas produtoras destas fileiras.
Quanto às fileiras dos cereais, fazem parte da lista o milho, arroz, trigo, massango e massambala, que, nos últimos anos, embora de forma tímida, tenham registado crescimentos significativos, em relação aos anos anteriores.
A título de exemplo, para a Campanha Agrícola que decorre 2024/2025, o Ministério da Agricultura e Florestas prevê um crescimento de 6,8 por cento nas cinco fileiras, em cerca de 3.762.522, em relação ao ano transacto que foi de 3.521.636 toneladas.
Dentre os produtos, o milho lidera a lista em termos de crescimento com uma produção de 3.777. 958 toneladas, um crescimento de 6,7 por cento em relação à Campanha Agrícola 2023/2024, que foi de 3.352.459 toneladas. Depois do milho, destaca-se o massango com 49.832 toneladas, seguido da Massambala com 40.901 toneladas, arroz com 51.196 toneladas e, por fim, o trigo com uma previsão de produção de 42.635 toneladas.
Para aumentar os níveis actuais de produção, além da compra dos fertilizantes, Marrocos e Angola desen- volvem também outras acções, dentre essas, o au -mento da disponibilidade de sementes de milho, arroz, trigo, massango e massambala para apoiar as Explorações Agrícolas Familiares (EAF), processo que é executado no âmbito do Programa de Fomento ao sector, assim como a distribuição dos mesmos a nível nacional, antes do início das campanhas agrícolas.
A recente celebração efectivado sobre um projecto de investigação com a empresa pública, o aumento da assistência técnica aos produtores com a introdução de cerca de 442 técnicos novos no sector, resultante do concurso de ingresso, em curso, e a introdução de investimentos privados estrangeiros com dimensão relevante, com destaque para os de origem chinesa, na produção das culturas de milho e arroz, são também um dos programas de incentivo à produção das fileiras.
Constituíram como principais projectos, em curso, no Ministério da Agricultura e Florestas, a implementação do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), financiado pelo Banco Mundial e Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O programa, que foi criado para apoiar pequenos e médios produtores, permite a transformação de pequenos produ- tores para médios produtores, direccionados para a agricultura comercial.





