A unidade, instalada a poucos quilómetros do Porto do Lobito e com acesso direto à malha ferroviária e rodoviária nacional terá capacidade para produzir até 180 mil toneladas de fertilizantes por ano. Volume que, segundo Castro Camaradas, Secretário de Estado para Agricultura e Pecuária, “é suficiente para abastecer praticamente toda a demanda interna e criar excedentes para exportação nos mercados vizinhos”.
Sem finalidade de substituir importações, o empreendimento foi concebido para fabricar fertilizantes adaptados às características específicas de cada região agrícola do país, no sentido de aumentar a produtividade nacional e reduzir custos logísticos e cambiais com as importações de insumos agrícolas.
A infraestrutura vai gerar cerca de 300 empregos directos, grande parte destinada à mão de obra local, e centenas de outros postos indiretos em sectores como transporte, manutenção, serviços e fornecimento de matérias-primas.
Com vista a alavancar o agronegócio, a fábrica é fruto de uma parceria entre a australiana Minbos Resources Limited e a Fertiafrica Angola, representadas por Linsay Reed, Diretor-Geral da Minbos, e Carlos Alves, pela Fertiafrica (controlada pelo Grupo Nobel), o projecto recebeu um investimento inicial estimado em 18 milhões de dólares, com forte potencial de expansão.
O arranque da produção está previsto para os próximos meses, com a meta de, num futuro próximo, produzir mais de 180 mil toneladas por ano.





