Sector financeiro domina inscrições por pressão dos critérios ESG no acesso a financiamento internacional. CEO do Pacto Global destaca potencial angolano em minerais críticos, energia e Corredor do Lobito
Angola lançou nesta segunda-feira, 11 de Maio, em Luanda, a Rede Local do Pacto Global das Nações Unidas, tornando-se a 11.ª rede africana da plataforma e a primeira da África lusófona a integrar formalmente o sistema. A cerimónia contou com a presença da Subsecretária-Geral das Nações Unidas e CEO do Pacto Global, Sanda Ojiambo.
Segundo a directora executiva do Pacto Global em Angola, Eliana Pereira dos Santos, estão já inscritas 65 empresas angolanas de diferentes sectores, com forte predominância do sector financeiro. Esta concentração deve-se, segundo explicou, às crescentes exigências internacionais relacionadas com critérios ESG (ambientais, sociais e de governação) para acesso a financiamento, investimento e operações internacionais por parte de bancos e outras instituições financeiras.
Eliana Pereira dos Santos afirmou que a adesão “consolida a aproximação entre o sector privado local e as agendas internacionais de desenvolvimento sustentável”.
Sanda Ojiambo considerou que a adesão de Angola ocorre “num momento estratégico para o continente africano”, tendo em conta o potencial do país nos sectores dos minerais críticos, agricultura, energia e infra-estruturas logísticas, com destaque para o Corredor do Lobito. A responsável apelou a uma maior participação do empresariado nacional na plataforma, argumentando que “o fortalecimento do sector privado será determinante para impulsionar o crescimento sustentável em África”.
O Pacto Global das Nações Unidas, criado em 2000, é a maior iniciativa mundial de sustentabilidade empresarial, congregando mais de 23 mil empresas em mais de 160 países, com base em dez princípios universais ligados aos direitos humanos, normas laborais, ambiente e combate à corrupção.




