Os preços dos produtos integrantes da cesta básica mostram, actualmente, uma estabilidade relativa nos principais supermercados e mercados formais e informais da cidade de Luanda quando comparados com os meses anteriores.
Na ronda feita pelo Jornal de Angola, com objectivo de oferecer aos leitores e consumidoresuma visão clara das variações de preços, para ajudar na tomada de decisão, verificou-se que nos principais pontos de venda se assiste a uma estabilidade em diversos produtos alimentares.
Produtos como óleo vegetal, arroz, massa alimentar, feijão, açúcar, considerados essenciais na dieta das famílias, estão com preços a variar, às vezes, para baixo, nos mercados do Asa Branca (Cazenga), Congoleses (Rangel) ou mesmo São Paulo (Sambizanga).
O levantamento apurou que o preço do quilograma de farinha de trigo continua nos 599 kwanzas. Outros produtos como cebola, batata rena e o açúcarviram ospreços reduzir, no final de Março,em relação ao mêsde Fevereiro.A maior redução foi constatadanos preços da cebola, nos mercados informais, tendo os preços reduzidos entre 500 e 300 kwanzas para cada kilo.
Quem puxa a alta de preços é a fuba de milho. O preço registado no Angomart é de 825 kwanzas, quando nomês anterior foi comprado a 580 kwanzas. Nos mercados informais, entre os maiores aumentos estão as subidas do preço do quilograma do feijão manteiga, vendido a 1.500 kwanzas. A caixa de peixe carapau, de 20 quilogramas, está a 45 mil kwanzas, enquanto a caixa de coxa de frango continua nos 19 mil kwanzas. Ainda no mercado informal, entre os preços que mais baixaram está o do quilograma de açúcar, um dos produtos que mais subiu em finais de 2023 e 2024, por ocasião da retirada dos subsídios aos combustíveis e de uma desvalorização cambial do kwanza face ao dólar.
Prateleiras “mais nacional”
As prateleiras dos supermercados da cidade de Luanda estão com um rosto mais nacional em produtos como açúcar, arroz, massa alimentar, feijão.
O selo “Feito em Angola” é uma marca visível e os preços estabilizados da oferta sinalizam acentuado crescimento da oferta.
Do arroz Patriota (Luanda), Tio Lucas (Benguela) ao Camacupa (Bié), é visível o avançoda produção nacional. O Entreposto Aduaneiro também entrou na estratégia e adquire regularmente arroz a produtores familiares de Luquembo (Malanje) e de outras zonas do país para embalar e colocar à disposição do mercado, sendo que outra parte é reservada para stock da Reserva Estratégica Alimentar (REA).





