FMI projecta crescimento de 4,4% para Angola em 2026, acima dos 2,3% previstos em Abril

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O Fundo Monetário Internacional reviu em alta, em 2,1 pontos percentuais, a projecção de crescimento da economia angolana para este ano. A revisão foi publicada durante as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial, em Banguecoque, onde Angola esteve representada por uma delegação chefiada pelo secretário de Estado do Planeamento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta que o produto interno bruto (PIB) real de Angola cresça 4,4% em 2026. A estimativa consta do World Economic Outlook publicado a 13 de Outubro, durante as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial, em Banguecoque.

Em Abril, o Fundo previa um crescimento de 2,3% para este ano, valor que manteve na avaliação ao abrigo do Artigo IV divulgada a 1 de Maio. A revisão é de 2,1 pontos percentuais. Para 2027, a projecção passou de 2,6% para 3,3%. O FMI estima que a economia tenha crescido 3,1% em 2025.

Um segundo trimestre forte

As publicações do FMI consultadas pela Outside não detalham os motivos da revisão para Angola. O Banco Mundial, que a 6 de Outubro também reviu em alta a sua projecção, para 4,5%, apontou o forte dinamismo do segundo trimestre. Segundo a instituição, citada pela Lusa, Angola foi também menos exposta ao choque energético do conflito no Médio Oriente, porque a subida do preço do petróleo aumentou as receitas de exportação e a entrada de divisas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB cresceu 8,74% no segundo trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, com o sector não petrolífero a avançar 9,24%.

A nova projecção coloca Angola perto da média da África Subsariana, para a qual o FMI prevê um crescimento de 4,5% em 2026, segundo o relatório regional divulgado esta semana.

Os riscos assinalados em Maio

A melhoria das perspectivas de crescimento não altera, por si só, os alertas que o FMI deixou na avaliação de Maio. O Fundo estimou a dívida pública em 51,3% do PIB em 2025 e advertiu que, a médio prazo, poderia chegar ao tecto fixado pela Lei da Sustentabilidade Orçamental. O défice orçamental foi de 4,1% do PIB em 2025, e as receitas petrolíferas deveriam descer de 8,5% para 6,7% do PIB em 2026, segundo as projecções então publicadas.

Angola esteve representada em Banguecoque por uma delegação chefiada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, em representação do ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme. Integravam-na também o governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, e o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, segundo o Ministério do Planeamento.

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