Access Bank defende integração económica e colaboração africana como motores da industrialização do continente

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O Access Bank Angola destacou a necessidade de uma maior colaboração entre países africanos e de políticas que favoreçam o investimento e a mobilidade de capitais como pilares da industrialização do continente. O apelo foi feito por Ricardo Ferreira, Presidente da Comissão Executiva do banco, durante a Cimeira de Financiamento de Luanda para o Desenvolvimento das Infraestruturas em África, que decorreu de 28 a 31 de Outubro, sob o patrocínio do Presidente da República, João Lourenço.

Ao intervir no painel de alto nível sobre Financiamento Industrial – Programa para o Desenvolvimento Acelerado da Industrialização em África (PAIDA), Ricardo Ferreira sublinhou que a cooperação regional é essencial para transformar o potencial económico africano em resultados concretos. “África representa 18% da população mundial, mas apenas 2% da produção global. A colaboração é o princípio da Zona de Comércio Livre Continental Africana, mas é preciso ir além, removendo barreiras que travam a livre circulação de investidores e de capital”, afirmou.

O gestor acrescentou que a integração financeira e a existência de mercados locais sólidos são factores decisivos para sustentar o crescimento industrial e atrair capital internacional. “Não há escassez de capital no mundo. Quando há projectos bancáveis, o financiamento surge. O essencial é criar condições para gerar depósitos em moeda local e fortalecer os instrumentos de crédito”, defendeu.

Ricardo Ferreira apontou ainda três pilares para o progresso económico africano: educação, energia e literacia financeira. “O investimento em literacia, sobretudo feminina, tem impacto directo no PIB per capita. Países como Maurícia e Marrocos demonstram isso. A energia é outro factor crítico: Angola tem feito progressos, mas o continente precisa de garantir estabilidade e apostar nas renováveis.”

O painel contou com a participação de Rui Miguêns de Oliveira, Ministro da Indústria e Comércio de Angola, e de representantes de instituições africanas e internacionais, como a ZCLCA, União Africana, AUDA-NEPAD, ONUDI, OCDE e Banco Africano de Desenvolvimento.

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